sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Keep Calm and Love Pipa

Pra conhecer Pipa tem que ficar em Pipa. Já tinha passado por lá fazendo um day tour desde Natal, mas não tinha ideia de como era a cidade. E se você ainda não descobriu Pipa, não perca tempo, pois os argentinos já descobriram. Em toda loja, praia ou restaurante você encontrará pelo menos um hermano, que também já deixou seu país de origem para viver nesse paraíso.

Pipa é bem diferente de Gostoso, mas é impossível escolher qual é melhor. Aqui, há mais agito, baladas, inúmeras lojas de roupas e acessórios, restaurantes espetaculares e turistas de diversas nacionalidades. A natureza também é bem diversificada, e passamos por dunas, falésias, rios, mangues, e claro, parques eólicos e kitesurfs por toda a parte. 

Portanto, aproveite o clima do nordeste e passe uns dias por lá. Keep Calm and Love Pipa. Você não vai se arrepender...

Day 6Depois de muito perrengue, enfim chegamos na praia de Pipa!



No nosso primeiro dia em Pipa tivemos que voltar até Natal para sacar dinheiro, pois o caixa eletrônico 24 horas foi desativado e hoje só existe um caixa do Banco do Brasil na cidade. Mas aproveitamos para ir durante a manhã, quando ainda chovia, e depois desse castigo fomos presenteadas com 4 lindos dias de sol até o final da nossa viagem.

Praia do Amor

À tarde fomos para a Praia do Amor, a mais famosa de lá, com suas escadarias para descer as falésias até a praia (e ficar sem fôlego para subir!) e a grande quantidade de pedras na praia. A maior delas foi a que deu origem ao nome de Pipa, pois quando os portugueses a avistaram do navio, pensaram que se tratava de um barril devido ao formato da pedra. Deviam estar com muita vontade de beber vinho mesmo para achar que tinha um barril dando sopa em plena praia!

Pedra que deu origem ao nome de Pipa


Day 7Hoje a praia escolhida é a do Madeiro, linda e deliciosa



No segundo dia fomos para a segunda praia mais badalada de Pipa, a Praia do Madeiro. Com ondas bem mais tranquilas que a Praia do Amor, é a praia mais gostosa, também com falésias, pedras e coqueiros presentes em toda a região, o que deixa qualquer praia linda de morrer. Nesse caso, a cerejinha do bolo é a presença constante dos golfinhos a poucos metros da praia, um espetáculo da natureza. Muitos turistas vão de barco ou caiaque até pouco depois da rebentação das ondas para ver mais de perto essas fofuras.


Vista da Praia da Cacimbinha

Na volta paramos no Mirante da Praia da Cacimbinha, cujas falésias são tão altas que só é possível chegar na praia de barco ou caminhando desde a Praia do Madeiro. E pra terminar o dia sem perder o costume, fomos ver o pôr-do-sol no restaurante Cavalo de Fogo em Tibau do Sul, com comida boa, ambiente super agradável e aconchegante e uma vista maravilhosa. 


Day 8Minha vista durante o dia foi assim...



Nesse dia fizemos outro passeio de buggy, dessa vez para o litoral sul do estado, chegando até a divisa com o estado da Paraíba. As principais paradas foram o Chapadão, enormes falésias com vista para a Praia de Pipa e Praia do Moleque; Sibaúma; Barra do Cunhaú, onde atravessamos de balsa pelo lindo e verdíssimo Rio Curimataú; Baía Formosa, que de tão formosa já foi cenário de novela; Lagoa da Coca-Cola, com esse nome porque parece que você está tomando banho de coca-cola mesmo; e Sagi.

Lagoa da Coca-cola

O cenário é estonteante e diversificado durante todo o percurso, com rios, dunas, falésias, mangues, coqueiros, plantações de cana-de-açúcar e fazendas de camarão... um exemplo da natureza potiguar. Na parada para o almoço em Sagi, comemos lagosta no abacaxi em um delicioso restaurante à beira-mar com direito a degustação de cachaças para abrir o apetite.


Day 9Chegamos de quadriciclo até a Lagoa de Arituba! 



Depois do passeio de buggy, faltava explorar somente a região de Tibau do Sul, e pra variar um pouco preferimos ir de quadriciclo. O passeio sai de Pipa e vai até Tibau do Sul, onde pegamos uma balsa para o outro lado da península e fomos pela praia até a Lagoa de Arituba. A lagoa em si é bonita, mas não é nada demais, muito turística pro meu gosto. Mas o passeio pelas praias é maravilhoso, com um trecho de pura emoção dirigindo o quadriciclo pelas dunas! Como disseram os cariocas que nos acompanharam no passeio, foi maneiríssimo!!! À tarde, voltamos para a Praia do Amor e fomos ver o último pôr-do-sol no Mirante de Pipa, uma pousada no alto das falésias com vista para todas as praias e, claro, com muitas escadas para escalar. Mas mais uma vez, valeu a pena todo o esforço.


Day 10Uma piscininha pra me despedir de Pipa, snif.



Chegou a hora de ir embora... e no nosso último dia, fizemos uma caminhada pelas praias, passando pela do Praia do Centro e Baía dos Golfinhos até chegar no Madeiro. Parada na Baia dos Golfinhos para apreciar novamente aquelas fofuras nadando do nosso lado, sem medo dos humanos. Quem disse que precisamos ir até o Caribe e gastar mais de 200 dólares para nadar com os golfinhos por 15 minutos, que foram maltratados durante o adestramento? Em Pipa você nada com esses bichinhos no seu habitat natural...

E para nos despedir de Pipa, algumas horinhas mais na Praia do Madeiro e um mergulho na piscina do Solar de Pipa para tirar a água salgada! Na volta até o aeroporto, quase 2 horas até chegar em São Gonçalo do Amarante, que como todos os habitantes de Pipa disseram, ficou mais longe... 




Restaurantes, Pousadas e Sites de Interesse em Pipa:

  • Solar de Pipa: Condomínio com apartamentos de 50 ou 80m (duplex), piscina deliciosa e perto do centro. solardepipa.com.br  
  • Preciosa Gelateria: O melhor sorvete da cidade, cada dia 16 sabores diferentes só pra você querer ir todo dia! preciosagelateria.com.br
  • Tapas: Restaurante espanhol imperdível que abre só de terça a sábado, portanto planeje-se para não perder. pipa.com.br/tapas 
  • Água na Boca: No nosso primeiro dia, comemos nesse restaurante, com direito a MPB ao vivo. Comida boa e ambiente agradável. pipa.com.br/aguanaboca


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

São Miguel é... Gostoso!

São Miguel do Gostoso é como o próprio nome diz: um lugar gostoso para passear, daqueles que dá vontade de voltar... E pelo que eu vi por lá, muita gente fez isso mesmo!

É impressionante a quantidade de “forasteiros”, como eles mesmos se denominam, que largaram tudo em suas cidades para morar ali. Arquitetos, biólogos, advogados, chefs de cozinha, gente que foi pra passear e foi ficando... até que um dia resolveram mudar de vez pra lá, trocar a loucura do sul ou sudeste por uma vida mais simples e minimalista, sem o stress das grandes capitais. E a galera é super unida, como um grupo de estrangeiros em um país diferente que faz tudo junto. E que não quer voltar para as suas cidades-natal...

A cidade é ainda bem rústica, de aproximadamente 10 mil habitantes que passam o dia de chinelo e bermuda o ano inteiro. Apesar de ser uma cidade turística, ainda não é um destino invadido pelas grandes operadoras e o turismo se mantém basicamente pelos amantes do kitesurf, que passam temporadas ali, e de outros aventureiros que preferem uma viagem tranquila, a ter que dividir o mar com milhares de outros turistas. E é exatamente esse o motivo que faz com que as pessoas que passam por lá se sintam em casa.

A culinária, porém, é excelente, e a cidade possui diversos restaurantes de alta qualidade e preço razoável, com o padrão das grandes capitais. Muitos restaurantes de Gostoso ainda não aceitam cartões de crédito, e o único caixa eletrônico da cidade é do Banco do Brasil (o do Bradesco que existia antigamente foi desativado depois da segunda vez que foi explodido pelos ladrões). Portanto leve dinheiro para comer e passear! Quase não há lojinhas para fazer compras e para comprar uma escova de cabelo tive que passar por três supermercados e duas farmácias até encontrar.

Todos me perguntam o porquê do nome São Miguel do Gostoso... primeiro porque a cidade foi fundada no dia de São Miguel. E depois porque um antigo morador da cidade costumava receber muitas pessoas em sua casa, e contava muitas histórias acompanhadas de uma risada gostosa, por isso ficou conhecido por “Seu Gostoso”. Logo o município foi denominado São Miguel do Gostoso.

E essa característica do Seu Gostoso se perpetua por todos os habitantes da cidade. Em cada loja ou restaurante que entrávamos, todos nos contavam as histórias da cidade, e como eu e minha amiga quase não gostamos de conversar, acabamos saindo de lá conhecendo a história de todos que vivem lá!

Um pouco pelo fato de não termos aproveitado muito a praia por causa da chuva, mais um pouco por termos ido na baixa temporada, e muito mais ainda por termos sentido que a cidade nos acolheu de todas as formas, sem saber explicar bem o porquê, tenho certeza que essa não foi minha última viagem a São Miguel do Gostoso e já fico pensando em aproveitar qualquer feriado pra voltar pra lá!

Day 1: Caminhada na praia pra queimar a macaxeira



Chegamos em Natal e fomos de carro até São Miguel do Gostoso. Do aeroporto de Natal em São Gonçalo do Amarante são 100 km até São Miguel, e como a estrada está boa dá pra fazer em pouco mais de uma hora.

Logo após nossa chegada, debaixo de chuva, resolvemos caminhar pelas praias de São Miguel, desde a Praia do Maceió, onde estava nossa pousada, passando pela Praia da Xêpa (onde estão a maioria dos restaurantes da cidade), do Cardeiro e do Santo Cristo, onde ficam as escolas de kitesurf. Lembrando que essa região é literalmente “onde o vento faz a curva”, na esquina do Brasil, portanto o que você mais verá por lá são parques eólicos e kite-surfistas de todas as nacionalidades. O vento é tanto que até andar na praia é mais difícil, as rajadas chegam a doer e você volta da caminhada parecendo um bife à milanesa.

Como era baixa temporada, as praias estavam bem vazias, e durante as caminhadas víamos apenas praias desertas, com exceção de um pescador ou um kitesurf de vez em quando... 
Ficamos no Chalé da Moringa ou, para os nativos, a “Pousada de André”, que largou seu emprego em Curitiba e foi pra lá plantar melão, abrir uma pousada e um restaurante-balada chamado Espaço Mix.

Day 2: O que fazer além de relaxar na rede quando o dia amanhece chuvoso?



O dia amanheceu chovendo de novo, e aproveitamos para fazer mais uma caminhada pelas praias, embaixo de chuva mesmo, descansar e conhecer o centro de Gostoso. Nesse dia, também fomos até a famosa praia de Tourinhos, a 8km de Gostoso, para ver o pôr-do-sol, mas o máximo que conseguimos foi ver um arco-íris que apareceu depois que a chuva cessou.

Day 3Finalmente o sol resolveu aparecer! 



Finalmente o sol apareceu, e aproveitamos o tempo bom para conhecer os parrachos da Praia de Perobas, município de Touros, a 30km de Gostoso. No caminho, aproveitamos para dar uma paradinha na Praia da Lagoa do Sal, muito atentas para enxergar a pequena placa que indica a entrada, depois dos coqueiros, do lado esquerdo da rodovia.

Os Parrachos de Perobas são como os famosos de Maracajaú, que fica um pouco mais ao sul do estado, porém o turismo ainda não cresceu tão fortemente quanto lá. Mas o passeio é o mesmo: você toma um barco desde a praia de Perobas até o meio do mar, onde a água não passa do seu joelho e os peixes e outras espécies marítimas se escondem entre os corais. No dia em que estive lá, o mar estava bastante agitado, e a maré tão baixa que o barco quase não passava pelos corais. No caminho, passamos por um farol no meio do mar, lindo como todos de lá. Não resisti e fiz o meu primeiro “selfie com o farol”. Como Perobas ainda não fica tão cheio, é mais fácil para mergulhar com snorkel do que na vizinha Maracajaú, onde os peixes se assustam e fogem com tanta gente. Mas, na minha opinião de mergulhadora, não dava pra ver tanta vida, apenas um peixe aqui e outro ali, algumas lesmas do mar, e com muito custo consegui encontrar uma lagosta escondida debaixo dos corais. Mesmo assim, o passeio valeu a pena.


Na volta, passamos pelo Marco Zero da BR-101, que vai do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, passando por toda a costa brasileira nos seus 4542 km; pelo Farol do Calcanhar, o maior do Brasil com 62m e 298 degraus (infelizmente não pudemos subir pois a área é fechada pela Marinha Brasileira e só abre aos domingos); e fechamos o dia com o pôr-do-sol na Praia do Cajueiro.

Day 4Passeio de bugue até a praia de Galinhos



Mais um dia de sol, e dessa vez o destino foi o litoral norte do estado, com um passeio de buggy até Galinhos, a 80km de Gostoso. O passeio foi sensacional, e como a maré ainda estava baixa conseguimos andar todo o percurso pela praia! Durante o trajeto passamos por falésias, dunas móveis e petrificadas, praias desertas ou de pescadores, faróis e inúmeros parques eólicos. O visual é de tirar o fôlego e as praias mais famosas são as de Tourinhos, Praia do Marco, Enxu Queimado, Caiçara do Norte, Galos e finalmente Galinhos.

Destaque para o Marco do Descobrimento, onde os potiguares juram que foi lá que Pedro Álvares Cabral pisou pela primeira vez no território brasileiro; Farol de Santo Alberto e Farol de Galinhos (com direito a mais alguns selfies!); dunas e lagoas de Galos e para o pôr-do-sol de pirulito, o mais lindo de toda a viagem na praia de Tourinhos. Dessa vez valeu a pena esperar!



À noite, aproveitamos para conhecer a “night” de Gostoso, em um Forró Nativo com a banda local da Olga, figura local importantíssima que já participou até do Ídolos e, segundo eles, arrasta a todos para onde toca. E claro que como boas turistas e tietes, saímos de lá com a panturrilha doendo de tanto dançar e com uma foto com a famosa Olga!

Day 5: Parada em Punaú a caminho de Pipa



Hora de nos despedir de Gostoso com destino a Pipa. No caminho paramos na Praia de Zumbi e em Punaú, um restaurante na beira do encontro do Rio Punaú com o mar. De lá podemos nadar no rio e fazer caminhadas pela praia ou pelas dunas. No final da tarde, mais 3 horas de viagem até Pipa, que foram ampliadas pela volta que demos na região metropolitana de Natal e pela chuva que nos acompanhou na maior parte da viagem.


Restaurantes, Pousadas e Sites de Interesse em Gostoso:


  • Espaço Mix: Especializada em pizzas e deliciosas batatas recheadas, às vezes ainda rola uma musiquinha com DJ ou banda regional.  batatariaspacomix.blogspot.com.br
  • Bar do Tico: Com certeza a melhor relação custo-benefício da região, comida gostosa e barata e ainda de frente para a Praia do Cardeiro, no ponto de encontro dos kites. O caldo de arraia é espetacular! saomigueldogostoso.com/portugues/comida_ficha.php?id=8

Enjoy Rio Grande do Norte!

Minhas férias desse ano foram definidas com um mês de antecedência, ao contrário do que minha mente planejada pede. Por este motivo, eu e minha amiga resolvemos fazer um roteiro simples e barato, com apenas duas cidades-base: Pipa e São Miguel do Gostoso. Emitimos as passagens com milhas, ficamos em apartamentos de amigos nos dois lugares (com desconto amigo) e alugamos um carro para poder nos levar a uma praia diferente por dia.

O objetivo era relaxar, fazer caminhadas e aproveitar ao máximo, já que economizamos bastante com a passagem e a hospedagem. Por isso não economizamos nos passeios e nem nos restaurantes. Ao todo foram 2 passeios de buggy, um de quadriciclo e um de barco durante 10 dias, além de vários quilos a mais que com certeza demoraremos mais que 10 dias para perder. 

Ao final da viagem, acabamos conhecendo a costa do Rio Grande do Norte inteiro, da fronteira com a Paraíba até quase a fronteira com o Ceará, com exceção de Natal, que eu e minha amiga já conhecíamos.

Logo no início da viagem, já descobrimos a rixa entre São Miguel e Pipa, e o aeroporto de Natal é uma das evidências: o aeroporto anterior, Augusto Severo, que ficava mais perto de Pipa, foi substituído pelo Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, que fica mais perto de São Miguel. Tirando o fato de que é um absurdo inutilizar um aeroporto inteiro por causa da Copa do Mundo, ao invés de fazer uma reforma no antigo, e que esta construção deve ter sido uma das campeãs de desvio de dinheiro público, o fato é que ouvimos do início ao fim da nossa viagem os gostosenses agradecendo a troca de aeroporto, pois trouxe muito mais turismo para a cidade, e os “pipenses” reclamando que o novo aeroporto ficou mais longe!

Postei no Instagram uma foto por cada dia da viagem, com um resumo do que fizemos no dia, e irei me basear nessas fotos para escrever o post abaixo: Do Dia 1 ao Dia 4 em São Miguel do Gostoso, e do Dia 5 ao Dia 10 em Pipa! Enjoy Rio Grande do Norte!



























Da natureza nada se tira a não ser fotografias, nada se leva a não ser recordações e nada se deixa a não ser saudades...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Let’s vamos pra Chapada Diamantina

Para mim, uma viagem não acontece somente no momento em que você vai para outro lugar. Ela começa antes do embarque, durante o planejamento da data, do roteiro e das atrações que eu irei visitar; passa pelos preparativos, a compra de itens que irei utilizar e a arrumação da mala; e vai até depois do retorno, quando seleciono minhas melhores fotos para imprimir ou fazer um fotolivro, publico aos amigos e escrevo no meu blog. 😀

Mas dessa vez, minha viagem à Chapada da Diamantina começou apenas quando pisei na Bahia e saí andando atrás de um guia. Antes disso, o planejamento se resumiu em ligar na agência Venturas (www.venturas.com.br), que escolhi por ser considerada a melhor agência de Turismo de Aventura pela Revista Viagem & Turismo, comprar o pacote no mesmo dia e emitir o trecho São Paulo – Salvador com milhas. Quanto aos preparativos, também diferentemente das viagens anteriores, só fui arrumar minha mala um dia antes do embarque, ainda assim usando a “colinha” que a agência tinha mandado com as dicas do que levar.



Minha meta principal nessas férias, de descansar a cabeça e cansar as pernas foi 200% atingida! E acredito que nesse destino, a melhor escolha é contratar um pacote, pois praticamente todos os passeios precisam de guia e carro pra se locomover, e caso você não tenha muito tempo, vai acabar não aproveitando da melhor forma se contratar os passeios individualmente quando chegar lá. Além disso, como viajei sozinha, o pacote em grupo teve um objetivo adicional de conhecer gente nova, o que não é muito difícil para uma tagarela como eu. Para quem quiser conhecer a Chapada antes da viagem, confiram em www.guiachapadadiamantina.com.br (download em iPad e Android).

O roteiro da “Volta ao Parque” é o mais indicado para quem nunca foi à Chapada. Ele alterna caminhadas com deslocamentos de carro, e as noites são passadas em 3 pousadas de cidades distintas: Lençóis, Vale do Capão e Xique-Xique de Igatu, também conhecida como Igachu-Pichu (nunca consegui entender a semelhança). Portanto, não é necessário acampar, o que pra mim é uma necessidade. 


Como chegar...


Para chegar na Chapada, você deve pegar um voo da Azul de Salvador a Lençóis, a cidade “Portal da Chapada” como eles costumam dizer. Há apenas 3 voos por semana para lá, às terças, quintas e domingos, e o aeroporto é bem primitivo. As malas são carregadas no braço até o salão e entregues pessoalmente aos que se identificam como donos. Esteira baiana, disse o guia, ao me receber depois da minha mala ser a última a chegar.


Onde ficar e comer...


Escolhi a Pousada Canto no Bosque (www.pousada-lencois.com.br), que apresentava a melhor relação custo-benefício. A princípio estranhei a localização, situada a 15 minutos dos principais restaurantes e lojinhas da cidade, numa caminhada sob forte poeira durante o percurso. Mas a equipe da pousada está sempre disposta a nos dar uma carona de carro até o centro, o que desqualifica o único ponto negativo da pousada. O café da manhã é servido no meio do bosque ao som do canto dos passarinhos e o atendimento faz você se sentir em casa.

Lençóis possui excelentes restaurantes, como o Cozinha Aberta, especializado em comida asiática; e os parceiros Lampião e Maria Bonita, dois restaurantes do mesmo dono em que ele é especializado em comida baiana e ela em comida italiana (a bruschetta de figo com queijo é de dar água na boca!). Além disso, depois de cada jantar, a sobremesa é garantida no Pavê e Comê da Dona Sonia, que prepara deliciosos sorvetes de vários andares com calda de chocolate.

Já as demais cidades são bem menores, mas nem chegamos a conhecer os restaurantes, já que o jantar na pousada estava incluído no pacote. Igatu possui apenas 374 habitantes, segundo o censo do Senhor Amarildo, um cidadão ilustre que escreve a mão todos os acontecimentos da cidade e vende seus livrinhos por R$ 20. A placa de “Entre aqui e compre alguma coisa” pendurada na porta já diz tudo. 

Ficamos na Pousada Pedras de Igatu (pedrasdeigatu.blogspot.com.br), simples e confortável. Já no Vale do Capão, ficamos na pousada mais charmosa de todo o passeio, a Pousada do Capão (www.pousadadocapao.com.br). A cama era deliciosa e as noites frias eram embaladas em uma deliciosa fogueira.

Os passeios

Os primeiros passeios não me emocionaram muito. No primeiro dia conhecemos o centro de Lençóis, que é bem bonitinho com suas casas coloridas, e o Serrano, uma cachoeira bem sem-graça e sem-água que só serviu apenas para fazermos um aquecimento para o que viria pela frente. 



No segundo dia, fomos para a Serra das Paridas, um sitio arqueológico que recebeu esse nome pelos desenhos nas paredes relatarem mulheres e parideiras, no momento crucial. Como sou daquelas pessoas 100% lógicas e sem muita imaginação para artes, não consegui enxergar nada mais que uma perereca onde os arqueólogos viram uma parideira... Sendo assim, gostei bem mais da vista que tínhamos de cima das rochas do que das pinturas. Saindo de lá, conhecemos a Cachoeira do Mosquito, que é bem bonitinha, mas devido à seca recente não tinha tanta abundância de água.

Só mesmo quando fomos para o Morro do Pai Inácio, um dos cartões postais da Chapada, é que comecei a curtir a viagem. A subida é íngreme, e a vista espetacular. Mas a cerejinha do bolo foi ouvir a Lenda do Pai Inácio, contada maravilhosamente bem pelo nosso guia, durante o pôr do sol. Vale a pena sentar e relaxar um tempinho por lá para apreciar a paisagem! 



Aliás, nosso guia Tiago é a melhor personificação de um baiano: moreno, sarado e divertido. Contador de histórias como ele só, nunca sabíamos onde terminava a verdade e começava sua imaginação. Seus gritos de “Vambora geeeente” e “Let’s vamos?” ao final de cada paradinha para o descanso ficaram na minha mente por alguns dias depois do final da viagem.

O dia seguinte teve muitos quilômetros rodados de Toyota pelas estradas de terra, e pouca caminhada. Conhecemos a Caverna Torrinha, impressionante com seus 14 km abaixo da terra; a Gruta Azul (nada imperdível); o Pratinha, um rio que possui tirolesa, snorkel e banho, embora não tenhamos aproveitado nada disso, pois o guia nos advertiu que a água está contaminada pelos banheiros do local (eca!); e o Poço do Diabo, uma cachoeira deliciosa (e gelada, claro!) que fez muito bem o seu papel de nos refrescar no final do dia.

Mas os melhores passeios ainda estavam por vir... O quarto e quinto dia contaram com caminhadas longas, vistas sensacionais, paisagens de tirar o fôlego, subidas e descidas intermináveis e alturas que davam tontura até em quem não tinha medo. A trilha da Cachoeira da Fumaça, com 12 km (ida e volta), ao contrário do que eu imaginava, não impressiona tanto pela cachoeira em si, que se dissipa no meio dos 380m de altura virando fumaça. O que vale a pena mesmo é deitar de bruços naquela pranchinha de rocha, inclinada para o precipício, e admirar a vista lá das alturas. Como diria uma integrante do grupo, dava vontade de se jogar e sair voando de tão lindo!



Já a trilha Capão-Guiné possui 20 km de extensão, que percorremos tranquilamente em 9 horas, parando várias vezes para descansar, tirar fotos, relaxar e comer nosso lanche-trilha (composto de 2 sanduíches, 2 bolos, suco, fruta, chocolate e até um ovo cozido!). Nessa trilha, o maior atrativo são as paisagens, com destaque para o Vale do Pati. Nesse momento, acredito que a endorfina liberada pela caminhada nos faz apreciar ainda mais essa vista. As flores do cerrado, sempre minúsculas e coloridas, nos faz imaginar como é possível nascer uma orquídea no meio de uma pedra, com um tempo seco desses... e até o mato, iluminado pelo sol, nos proporciona uma linda visão de um campo dourado. A descida do final da trilha é emocionante, quando avistamos o carro que nos espera ao por do sol e percebemos que conseguimos completar todo o percurso!



Foi no penúltimo dia que conhecemos o lugar mais surreal, eleito por todos do grupo o melhor passeio da semana: a Cachoeira do Buracão. A princípio imaginávamos que encontraríamos apenas uma cachoeira dentro de um buraco, mais ou menos bonita que as anteriores. Mas o lugar não é apenas uma cachoeira... é um cânion, onde você vai nadando por um corredor e de repente encontra um salão enorme com uma cachoeira no final. Pra nadar até a cachoeira é preciso um pouco de fôlego, pois a água é tão forte que forma uma correnteza no sentido contrário. Como o nível de água estava baixo, também foi possível lagartear pelas pedras do cânion, e algumas pessoas também se aventuraram a voltar pelas pedras ao invés da água. Um lugar único e realmente impressionante!



Menos mal que este passeio foi um dos últimos, pois depois dele nada mais parecia ter graça. No último dia visitamos o Poço Encantado e o Poço Azul, que apesar de suas águas com azul cintilante, já não impressionavam tanto. Ainda bem que pudemos entrar na água no Poço Azul, proporcionando uma experiência diferente e que vale a pena.



O saldo no final da viagem foi de 4800 km de avião, 600 km de carro, 60 km de caminhada e aproximadamente 600 fotos... mas minha maior conquista, de perder meu medo de altura, esta realmente não tem preço.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Noronha, um pedaço do Paraíso...


Sei que essa frase ficou meio clichê, mas não consegui definir Fernando de Noronha de outra forma. O lugar por si só já vale a pena: praias lindas e limpas, natureza quase intacta, fauna particular, pessoas extremamente simpáticas e receptivas... mas no meu caso, a companhia foi a cerejinha do bolo, mais que especial! Viajei com a “turma do mergulho”, dois casais e mais dois solteiros como eu!

Ficamos 4 dias na ilha, e nesse período dá tempo de conhecer as principais atrações. Mas eu diria que uma semaninha por lá não seria de todo mal... Noronha é daqueles lugares que vc volta da viagem já querendo ir pra lá de novo!

Para chegar, os voos saem de Recife ou Natal, pela Gol ou Trip. A melhor forma de chegar na ilha saindo de São Paulo é com o voo da Gol, fazendo escala em Recife. Dá pra usar as milhas do Smiles até lá e, em baixa temporada, sai por 6.000 milhas! Pra quem consegue se planejar e pegar férias fora da alta estação essa é a melhor opção. Eu já não tive muita sorte, e como fui no feriado, já não havia mais muitos voos disponíveis. Fui de Tam até Recife e tive que dormir uma noite lá para só no dia seguinte pegar o voo da Trip até Noronha.



Se você for com pacote, o traslado do aeroporto à pousada faz uma parada no escritório do receptivo (no meu caso, o Atalaia), que é praticamente uma lavagem cerebral. Você assiste a um vídeo e sai de lá com todos os pacotes comprados: Ilhatour, Aquasub, Navi, Caminhada Histórica... Pra quem não tem muita experiência em viagem ou viaja sozinho, recomendo esses passeios, mas confesso que sempre prefiro fazer os passeios por conta própria, assim a gente conhece melhor os lugares, decide o que quer fazer, quanto tempo ficar, e o melhor de tudo, consegue planejar a viagem!

Quando comprei o pacote, me atualizei de todos os nomes dos passeios, pois apesar de estar indo com a excursão da escola de mergulho, não conhecia o grupo, e achei que cada um fosse fazer o seu próprio roteiro. Mas minha surpresa já começou quando chegamos no aeroporto e decidimos alugar 2 buggies para podermos andar pela ilha. Assim, acabamos ficando o tempo todo juntos. Apesar dos buggies serem bem velhinhos (alguns até sem freio!), é a melhor opção se você não quiser depender dos passeios, pois a ilha é grande e o transporte público é insuficiente. O mais difícil foi encontrar os 2 carros, por isso se você conseguir reservar antes de chegar lá poderá poupar esse tempo e conseguir um desconto. Pagamos R$ 120 a diária no feriado de 15 a 20 de novembro, mas no Ano Novo os preços podem chegar a R$ 500 a diária.

A ilha só tem um posto de gasolina, que custa bem caro: R$ 3,90 o litro! Mas mesmo andando por toda a ilha por 4 dias, não gastamos mais que R$ 40 por carro, o que compensa muito. Você vai ouvir de todos os guias de turismo que Noronha possui a segunda menor BR do Brasil, a BR-363, que corta a ilha desde o Porto até a praia de Sueste. Durante o caminho, você terá sempre presente o Morro do Pico, às vezes à esquerda, outras à direita, o que, somado ao fato de que o morro tem formas diferentes a cada ângulo que você olha, parece que são vários morros, mas garanto que é sempre o mesmo!!!



As pousadas de Noronha são bem simples e rústicas. Mas eu sinceramente adorei a Pousada Recanto (www.pousadarecanto.com.br), onde fiquei, bem localizada na Vila dos Remédios, com serviço atencioso e um bom café da manhã. Fiquei sozinha em um quarto com ar condicionado, chuveiro quente (praticamente desnecessário), frigobar, cômoda e TV. A diária, se contratada diretamente na pousada, custa em média R$ 160 para uma pessoa e R$ 260 para duas pessoas. Além disso, inclui também o serviço de transfer do aeroporto. Pra quem quer glamour, as melhores pousadas são a Pousada Zé Maria (www.pousadazemaria.com.br), que ganhou diversas vezes o prêmio de melhor pousada do Brasil pela Revista Viagem) e a Pousada Maravilha (www.pousadamaravilha.com.br), que vale a pena visitar somente para sonhar em se hospedar lá um dia.

Voltando aos passeios, o único pelo qual me interessei foi a Trilha do Atalaia, que vai até a praia do Atalaia. Essa praia pode receber no máximo 100 pessoas por dia, e não é permitido uso de protetor solar, para manter a preservação da água. O passeio completo dura 5 horas, e só é possível chegar lá com guia. Mas quando cheguei em Noronha, todos os passeios já estavam lotados até o dia da minha saída. Mais um motivo pra voltar pra lá.

Dos demais passeios, acho que os que mais compensam são o Ilhatour (se você não conseguir alugar um buggy), o passeio de barco na Baía dos Golfinhos (pois é praticamente garantido que você verá centenas de golfinhos) e o passeio na Baía de Sueste, que custa R$ 40 e dá direito a guia, colete e 100% de garantia de ver as tartarugas ou seu dinheiro de volta. Eu, como era noronhense de primeira viagem, apenas aluguei o colete e nadei incessantemente por 1 hora sem ver nenhum vestígio de tartaruga. Acho que agora já tenho motivos suficientes para voltar pra lá pelo menos mais umas duas vezes...

Mas vamos falar dos passeios que fiz. Foram dois mergulhos, os primeiros que fiz depois do meu check-out. No primeiro dia, fomos ao mar de fora, como chamamos o lado da ilha que dá para o oceano Atlântico, ou pra África. No segundo mergulho, como o mar estava bastante agitado, tivemos que ficar no mar de dentro, aquele que está virado para o continente, ou seja, para o Brasil. A água do mar de fora era verde, do mar de dentro, azul. Eu ainda estava bastante desengonçada com o meu equipamento, e nem sempre eu ia para onde queria ir. Mas no segundo dia, fui melhorando aos poucos, e com certeza peguei o gostinho pelo mergulho! Vi raias, tartarugas, tubarões, moreias, cardumes de peixes coloridos, peixes cofrinho e sargentinho... Entrei em uma mini-caverna e me achei o máximo por ter conseguido. Fui induzida a olhar um tubarão cara-a-cara dentro de um buraco e morri de medo. Mergulhar em Noronha é com certeza o melhor mergulho do Brasil.



No restante dos dias, caminhamos pelas praias do Cachorro, do Meio e da Conceição. Fizemos a trilha que vai da Baía dos Golfinhos até o Morro Dois Irmãos, passando pelos mirantes da Baía dos Porcos e da Praia do Sancho. Essa trilha é espetacular, totalmente sinalizada e feita de madeira sustentável. Vale a pena dar uma parada na Praia do Sancho no caminho, indiscutivelmente a praia mais bonita do Brasil. Para chegar lá, é preciso descer por uma escada de bombeiro, por dentro de uma fenda na pedra. Superei meu medo de altura e não me arrependi. Chegando lá, tive que ter um pouquinho mais de coragem pra entrar na água e conseguir passar as ondas enormes que estavam se formando até chegar no meio do mar, sem ondas e com a água mais macia que eu já mergulhei. Parece que você está mergulhando em uma piscina de água mineral... compensou todo o medo que passei antes!


Fomos nas praias de Sueste, o reduto das tartarugas, com água azul de morrer. Na Cacimba do Padre, habitat natural dos surfistas. Mas não conseguimos nem entrar na água, pois as ondas estavam realmente assustadoras. E na Praia do Leão, com uma ilha em frente com formato de leão-marinho. Chegamos às 8h da manhã, já com o sol a pino, e tivemos que esperar abrirem a porteira da estradinha que chega na praia. Quando conseguimos entrar, tínhamos a praia só pra nós. Mais um momento Mastercard.



Durante os passeios, você terá sempre a presença dos ilustres habitantes da ilha: o Mambuya, uma espécie de lagarto pequenininho, que irá comer o seu lanche se você der bobeira e deixar sua mochila aberta; e o Mocó, um roedor que a princípio parece uma ratazana, mas que depois de tanto encontrar com eles pelas trilhas, você se acostuma e já acha até bonitinho.

Você vai ouvir falar de muitos lugares para ver o por do sol em Noronha, sempre nas praias do mar de dentro. Cada um tem a sua preferência, nas Praias da Conceição, Cacimba do Padre ou no mirante do Forte de São Pedro. Nós escolhemos o Mirante do Boldró, e pudemos apreciar um espetáculo da natureza, com o sol se pondo entre os Morros 2 Irmãos. Visitamos também o Museu do Tubarão, super interessante e com uma lojinha bem legal, o único lugar onde se pode ter algum tipo de consumismo em Noronha.



Para sair à noite, a melhor balada é o Bar do Cachorro, que na entrada promete forró, restaurante e gente bonita. Lá, os nativos se misturam com turistas e gente famosa que aparece na ilha. A ideia é dançar com todos, sem preconceitos! Os locais são sempre os que sabem dançar melhor. Outro lugar legal pra ir à noite é na pizzaria ao lado da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, que também rola o “Samba depois da missa”, com som de ótima qualidade.

Para comer, o melhor restaurante que fui é o Xica da Silva, sempre recomendado em todos os guias. Fui também em um outro restaurante Du Mar, que fica ao lado do Projeto Tamar, onde comi uma moqueca de peixe deliciosa. E na frente dele, também comemos a melhor salada de camarão da minha vida em um restaurante simples e saudável, com atendimento especializado para moças bonitas e solteiras! E lembre-se sempre de levar água e lanche nas trilhas, pois a maioria delas não tem infra e você irá precisar de energia para aguentar a caminhada.

Outra dica importante é pagar a taxa de preservação pela Internet antes da viagem, para evitar as filas na saída do aeroporto (www.noronha.pe.gov.br). O valor fica em torno de R$ 50 por dia, e em uma viagem de 5 a 7 dias você gastará em torno de R$ 250. Além dessa taxa, Noronha cobra também desde 2012 uma nova taxa para entrada no Parque Nacional, no valor de R$ 65 para brasileiros, ou R$ 130 para estrangeiros. Você paga essa taxa diretamente na ilha (por exemplo, no Parque dos Flamboyants) e ganha uma carteirinha que deverá ser apresentada a cada entrada nas praias que fazem parte do parque. Mais informações no site: www.viajenaviagem.com/2012/11/noronha-para-onde-vai-a-nova-taxa.

Com todas essas taxas e preços da passagem de avião, gasolina, restaurantes e pousadas, Fernando de Noronha não é um lugar barato pra se visitar. Mas também pudera, a ilha está localizada a mais de 500 km do continente brasileiro, e só de pensar na logística para levar tudo pra lá, já dá pra entender algumas cifras. Vimos, por exemplo, um passageiro do nosso voo levando pacotes imensos de papel higiênico, o que ficou interessante quando a “encomenda” chegou na esteira do aeroporto. Ou ainda, pagamos R$ 8 por um picolé de frutas da Kibon na praia do Sancho...

Mas posso dizer que Noronha é daqueles investimentos que compensam, principalmente se você gosta de praias, natureza e simplicidade. Seja para surfar, mergulhar ou caminhar, a ilha possui diversas opções de turismo. Internet e celular lá são artigos de luxo, portanto você vai poder se desligar e relaxar por alguns dias. E até hoje, nunca vi ninguém que foi a Noronha sem querer ir de novo! 


sábado, 9 de junho de 2012

Check list de Viagem


De tanto viajar e ler revistas sobre viagem, resolvi reunir aqui algumas dicas para usarmos como check list e não esquecermos mais nada nas próximas viagens.

  • Consulte sempre quem já foi para o lugar, seja um conhecido ou um blog de viagens, pois eles poderão te dar várias dicas que você não lê nas revistas, como por exemplo qual a melhor sequencia de cidades, quantos dias ficar em cada uma delas, quais pontos turísticos visitar ou qual o melhor bairro para ficar. Mas lembre-se que opiniões sobre restaurantes e lojas são muito particulares, então reúna as informações e tire suas próprias conclusões! Além do mais, muitas pessoas vão querer ficar contando vantagem da viagem que fizeram, então tem que dar um desconto...

  • Leve sempre sua farmacinha particular, isto é, os remédios que você está acostumado a tomar: dor de cabeça, de estômago, de garganta, cólica, gripe, picada de inseto, anti-térmico, termômetro, band-aid... eu também tenho sempre em mãos algumas bisnaguinhas de soro fisiológico, lencinhos de papel e álcool gel, que servem para várias ocasiões.

  • Outra maravilha que descobri para as viagens são os lencinhos umedecidos: lencinhos íntimos, demaquilantes e removedores de esmalte, são uma maravilha! Não vazam na necessiare, são leves de carregar e não ocupam espaço na mala.

  • Lembre-se sempre de verificar quais vacinas são necessárias no país ou região aonde você vai, como febre amarela, que é necessária quando você viaja para o Peru, Venezuela e alguns países da África; meningite, que precisei tomar quando fui passar o carnaval em Salvador em meio a um surto da doença (que passa pela saliva, socorro!); ou Pólio, necessária para crianças. Aliás, mantenha sempre em dia sua carteirinha de vacinação, e para que a vacina seja válida no exterior é necessário um certificado internacional, emitido nos aeroportos. Confira mais informações em www.saude.gov.br.   

  • No quesito financeiro, caso você vá para pequenas cidades, praias ou ilhas do Brasil, verifique sempre se há caixas eletrônicos do seu banco disponíveis. Como eu geralmente me esqueço dessa parte, já passei por diversos apuros em Bombinhas e Ilha Grande.

  • Quando viajar para o exterior, leve sempre uma parte em dinheiro (na moeda local do país que você vai, ou pelo menos em dólar caso o país seja dólar friendly), já que as casas de câmbio no desembarque costumam ser bem caras. Veja se você consegue algumas notas trocadas, que serão úteis para pegar um taxi ou um metrô no aeroporto, comer um lanchinho, etc.

  • Tenha sempre também um cartão de crédito internacional para usar em casos de emergência, mas não se esqueça de ligar para o banco antes da viagem para desbloquear o uso nos países que você irá visitar. Desde 2011, as taxas de IOF do cartão de crédito passaram para 6,38%, então pense bem antes de gastar com o cartão.

  • Uma ótima opção para viajar para o exterior sem ter que levar todo o dinheiro em moeda é utilizar o cartão pré-pago, cuja taxa de IOF é de 0,38%. A vantagem é que você paga a taxa de câmbio do dia da carga no cartão e não fica dependendo da estabilidade da economia. Entretanto, o valor do dólar pago no cartão pré-pago é maior que o dólar pago no cartão de crédito. Então vale a pena pesquisar qual vale mais a pena na época da viagem.

  • Usei o Visa Travel Money na Europa e achei ótimo, principalmente porque todas as minhas despesas foram pagas antes da viagem, e quando voltei já estava preparada para a próxima! A única desvantagem foi não saber o saldo que eu tinha restante. Você pode consultar o seu extrato no site, porém não é muito prático para quem está viajando e acabei sendo pega de surpresa quando meu dinheiro acabou antes do previsto. Você pode solicitar o seu cartão por telefone no Banco Rendimento (www.cotacao.com.br) e fazer toda a operação por telefone e internet. Eles entregam o cartão por motoboy e você não precisa nem sair de casa.

  • Tanto o cartão pré-pago quanto o de crédito podem ser utilizado para compras ou para saque, mas neste último caso geralmente tem uma cobrança de $2,50 de taxa. Mesmo que você tenha um cartão com chip, pode ser que você não precise digitar a senha quando usar o cartão no exterior. Só uma assinatura basta. Neste caso, se você perder o cartão pré-pago lá fora, o ladrão irá conseguir utilizar todo o seu saldo até que você bloqueie o seu cartão.

  • Outro cartão interessante em outros países é o pré-pago para fazer ligações internacionais, que costumam ser bem baratos. A não ser que você queira gastar muito dinheiro com roaming internacional sempre compensa!


  • Outros contatos importantes são os telefones dos consulados e embaixadas brasileiros no país que você irá visitar. Espero que você nunca precise usar, mas no caso de uma emergência é sempre bom ter em mãos!

  • Também na categoria “espero que você nunca precise usar”, está o seguro de viagem internacional, que inclui seguro de saúde e de extravio de bagagem. Você pode contratar através da sua agência de viagens preferida, ou diretamente pelo site das seguradoras, tais como a Mondial Assistance (www.mondialtravel.com.br), Travel Ace (www.travelace.com.br) ou World Plus (www.worldplus.com.br) que são bem famosas.  A Central de Intercâmbio (www.ci.com.br) ou a STB (www.stb.com.br) também oferecem diversas opções de seguros, bem como algumas seguradoras nacionais (Itaú Seguros, Sul América, etc.).

  • Verifique também se o seu cartão de crédito possui benefício de seguro saúde internacional. Geralmente você só poderá obter este benefício quando comprar a passagem com o cartão, portanto se você viajar de milhas esta não será uma opção. No cartão Visa Platinum, por exemplo, é só ligar para o 0800 891 3679 e avisar o destino e o período da viagem (com duração máxima de 60 dias) que eles já irão habilitar uma carta para impressão no próprio site. Depois é só entrar no site http://www.interpartner.com.br/VISAFORM/ e imprimir a carta, que deve ser levada na viagem e possui o 0800 que você liga em caso de acidente.

  • Alguns países, como por exemplo Itália, Espanha, Grécia, Portugal, Uruguai, Argentina e Chile, possuem um acordo internacional com o Brasil que oferece seguro saúde de graça para os brasileiros. Para conseguir, o solicitante deverá ser contribuinte do INSS. Mais informações no Ministério da Saúde em São Paulo: Av. 9 de Julho, 611 - sala 202 - Bela Vista . Tel: (11) 3291-8973 / 3291-8975 / 3291-8976 das 8h às 17h. E-mail: acordosp@saude.gov.br. Site: www.sna.saude.gov.br.

  • O Cartão Visa oferece também um seguro de acidentes caso você alugue um carro no país destino. Um bom site para alugar um carro no exterior é www.alugueldecarro.com.br, que possui várias empresas de locação.

  • Leve sempre em mãos o telefone e endereço de todos os hotéis ou casas de amigos que você vai visitar, da agência de turismo onde você comprou o pacote e companhias aéreas. Essas informações serão obrigatórias para a entrada no país, e frequentemente você terá que apresentá-las na imigração. Na maioria dos países, também é obrigatório você ter um seguro de saúde, por isso leve a carta do seguro junto com os demais documentos e endereços.

  • Para viajar ao exterior, leve sempre uma cópia do passaporte (de preferência autenticada) e um outro documento original (por ex. o RG) para você levar durante os passeios. Assim, enquanto você faz turismo, o passaporte original fica seguro no hotel, guardado dentro do cofre!

  • Para viajar com crianças menores de 18 anos sem a presença dos pais, é necessário levar uma autorização. Esta autorização é necessária pela outra parte mesmo que a criança esteja viajando somente com a mãe ou com o pai. Já vi vários casos de famílias (por exemplo, com pais separados) que não se atentam a esses detalhes e não conseguem nem passar pelo check-in! Nesse caso resta apenas trocar a data da viagem e aguardar o juizado de menores autorizar...

  • Quem já perdeu a mala alguma vez durante as conexões pelo mundo sabe como é difícil ficar um dia sem os seus pertences... Portanto, leve sempre uma muda de roupa e uma nécessaire com os itens imprescindíveis na mala de mão. Eles serão muito úteis caso sua mala demore mais para chegar ou caso você precise fazer algumas comprinhas no dia seguinte.

  • Outra dica para fazer a mala é sempre ter embalagens pequenas para os itens da nécessaire, como shampoo, condicionador, creme e perfume, pois estes são os itens que mais pesam na mala. Eu costumo guardar sempre aquelas embalagens encontradas nos hotéis para usar nas minhas próximas viagens com o meu shampoo de preferência.

  • Na mala, leve sempre um cadeado adicional e um adaptador de tomadas, pois no exterior nunca tem a mesma tomada brasileira! Eu comprei aqueles carregadores universais, que tem entrada e saída para qualquer tipo de tomada mundial. No aeroporto são bastante caros, mas os do camelô são encontrados pela metade do preço e funcionam da mesma forma.

  • Caso você leve seu celular, tenha também daqueles carregadores que são adaptados no computador através de uma entrada USB e possuem uma saída para cada tipo de celular.

  • Não se esqueça que tanto para viagens nacionais quanto internacionais os equipamentos devem ser bivolt (por exemplo, o seu secador).

  • Para as viagens de trem ou de avião, leve sempre o seu iPod abastecido com “músicas para viajar” e um livro leve e fino, que possa ser lido descontinuadamente e não precise de muita concentração (como crônicas, por exemplo). Eu costumo também ler o guia do próximo destino durante a viagem anterior, e fazer os planos para os próximos dias enquanto olho as paisagens pela janelinha.

  • E por último, mas não menos importante, esvazie o cartão de memória da sua câmera antes da viagem e leve um pen drive para poder descarregar (e ver!) as fotos parcialmente durante a viagem. Assim você pode tirar muitas fotos e não fica preocupado em acabar a memória no meio da viagem!

Aproveite muuuiiiiito, e siga os 10 Mandamentos do viajante:

  1. Não se acomodar o resto da vida no seu sofá de casa.
  2. Vivenciar culturas diferentes.
  3. Promover seu próprio país em contatos internacionais.
  4. Romper paradigmas de viagem, despertando a percepção, o conhecimento e a criatividade.
  5. Integrar-se com cidadãos das mais diversas nacionalidades, sem qualquer tipo de discriminação.
  6. Conscientizar-se dos problemas mundiais e da preservação de recursos naturais, e fazer a sua parte em prol de um mundo melhor.
  7. Retornar e incentivar que amigos, amigos de amigos e amigos de amigos de amigos também viajem.
  8. Manter o bom humor – antes, durante e depois das viagens.
  9. Buscar a comunicação com cidadãos de todo o planeta, sem ter medo de falar inglês sem falar inglês, de dançar e fazer mímica no meio de um restaurante ou de pagar mico em frente a qualquer estrangeiro de olhar “este cara é um insano”.
  10. Voltar – e já planejar a próxima viagem.



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