Nossa "Viagem para a Áustria", na verdade foi uma viagem para 4 países: Áustria, Eslovênia, Eslováquia e Alemanha.
Fui com a minha mãe para visitar o meu sobrinho que mora em Graz e acabamos cruzando as fronteiras para conhecer os outros países ao redor. Foi uma viagem super tranquila, com muita caminhada e poucos museus. Aproveitamos apenas para curtir as cidades, sem fazer muito planejamento dos passeios e apenas fazendo o que dava vontade naquele momento.
O mapa abaixo mostra a ordem das cidades que visitamos, seja de carro, trem, ônibus ou barco. Voamos de São Paulo para Viena pela Lufthansa, com escala em Zurique, e voltamos ao ponto de partida para pegar o voo de volta.
1. Bratislava (2 dias)
Bratislava é a capital da Eslováquia, mas fica super perto de Viena. Fomos de trem direto do aeroporto de Viena (que demora 1 hora a partir da estação central - Wien Hauptbahnhof) e voltamos de barco pelo Rio Danúbio.
A cidade é lindinha. Possui aproximadamente 400 mil habitantes, mas é muito tranquila e arborizada, além de estar na margem do Rio Danúbio, que torna a vista bem mais bonita. Nem no centro se ouve buzina de carros! As pessoas são bonitas e educadas; a comida é farta e deliciosa.
Lembrando que a Tchecoslováquia foi formada em 1918, após a Primeira Guerra Mundial e se separou amigavelmente em 1993, 4 anos depois de declarar sua independência da União Soviética. Nasceram assim entre a República Tcheca (quer manteve Praga como sua capital)ve a Eslováquia. Em 2004 os dois países entraram na União Europeia, porém apenas a Eslováquia adotou o Euro como moeda.
O principal ponto turístico da cidade é o Castelo de Bratislava, que fica no alto de uma colina e à noite é lindo iluminado. Não entramos no castelo, mas é bem gostoso caminhar pela área externa e pelo Jardim Barroco, com suas estátuas e canteiros em forma de labirinto.
Ali por perto também visitamos a St. Martin's Cathedral e caminhamos pelas ruas do bairro, com uma vista espetacular do Rio Danúbio e da UFO Observation Tower, uma torre moderna no estilo arquitetônico "casa dos Jetsons", que sustenta uma das pontes. Lá em cima há um observatório e um café com vista panorâmica.
Não subimos nessa torre, mas caminhamos até a outra margem do Danúbio pela ponte antiga e fomos até a Gothic Franciscan Tower, uma torre de igreja barroca que fica no meio do parque Parque Janka Kráľa. Um passeio bem agradável!
Perto da ponte antiga está o Eurovea, um shopping com várias esculturas interessantes. Passeamos pelo Eurovea shore view na margem do Danúbio e admiramos os prédios residenciais que foram construídos recentemente ali. Me deu até vontade de morar lá!
Aliás, as esculturas são um capítulo à parte de Bratislava. Além do famoso Čumil (um trabalhador com a cabeça pra fora do bueiro) e do Soldado de Napoleão, há várias outras espalhadas pela cidade. Que tal procurar por elas e encontrar a sua favorita?
Para entrar na Cidade Velha, passamos pelo Portão de São Miguel e andamos pelas ruas cheias de turistas. Conhecemos a Praça Principal e apreciamos os edifícios históricos da cidade.
2. Graz (1 dia)
Chegamos novamente em Viena, mas ainda não foi desta vez que paramos para conhecer a cidade. De lá, pegamos um de ônibus para Graz e ficamos no apartamento do meu sobrinho, que se tornou nosso ponto de apoio na viagem.
Provavelmente eu não teria conhecido Graz se não fosse por ele. Mas, talvez porque eu não não tivesse nenhuma expectativa, a cidade me impressionou bastante. Portanto, se você tiver tempo vale a pena passar um dia lá. A cidade é linda e, da mesma forma que Bratislava, super silenciosa para uma cidade grande e repleta de áreas verdes.
Graz possui 300 mil habitantes e é a segunda cidade maior cidade da Áustria, perdendo apenas para Viena. Fica a 200 km ao sul de Viena, muito próxima da Fronteira com a Eslovênia.
Os passeios mais bonitos são o Schloss Eggenberg, um palácio antigo com diversas exposições no seu interior, além de um jardim enorme com vários pavões desfilando elegantemente; e o Schlossberg, outro castelo no alto de uma colina, com uma torre de relógio e vista para a cidade. É possível chegar lá a pé, de teleférico ou pelo elevador panorâmico. Ao descer, os mais aventureiros também podem ir pelo Slide Graz, um tobogã fechado de 170 metros de comprimento que vai do alto da colina até o chão em 40 segundos.
Dali fomos para o centro histórico, com seus prédios antigos e algumas outras curiosidades: o Kunsthaus Graz, um Museu de arte Moderna apelidado de "Friendly Alien", devido ao contraste de sua estrutura com os edifícios ao redor; e o Murinsel, um museu-teatro-restaurante-ilha no meio do Rio Mur.
3. Liubliana (2 dias)
Depois da Segunda Guerra Mundial, a Eslovênia passou a fazer parte da república socialista da Iugoslávia, que foi dissolvida em 1991 em 6 países: Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, Montenegro, Sérvia e Eslovênia. Liubliana é a capital da Eslovênia e também a maior cidade do país, com quase 300 mil habitantes.
O centro histórico fica ao redor do rio Ljubljanica, que divide a cidade em duas partes distintas: o lado antigo, com acesso ao castelo, e o lado comercial, mais novo. Caminhar pela suas margens, repletas, cafés, restaurantes e edifícios históricos, já compensa a visita à cidade. Liubliana pra mim foi uma surpresa deliciosa nesta viagem!
Para chegar lá, alugamos um carro em Graz e dirigimos 2 horas em direção ao sul por estradas verdes e perfeitas. Ao estacionar ao lado da igreja Saint John the Baptist e caminhar até o centro ziguezagueando pelas pontes, já tivemos uma amostra do charme dessa cidade.
O Castelo de Liubliana é um ponto turístico imperdível, que merece algumas horas de dedicação. Fica no alto de uma colina e podemos subir a pé ou por um funicular a partir do centro e da cidade. Dentro da fortaleza, podemos caminhar pelas torres, capelas e edifícios que compõem o complexo do castelo, além de ter uma vista privilegiada de toda a cidade. No pátio, há sempre várias atividades, pessoas vestidas a caráter, lojinhas e exposições. Vimos uma de marionetes interessantíssima.
Ele foi construído no século XV como proteção e também já foi usado como prisão. Além disso, há uma lenda que diz que a cidade era dominada por um dragão que cuspia fogo em seus habitantes a partir das torres do castelo. Por toda a cidade podemos encontrar estátuas de dragões e diversos souvenirs que sustentam essa lenda. Além disso, a lojinha do castelo é uma parada obrigatória e lá podemos encontrar diversos artigos do seu mais famoso prisioneiro, o ratinho Friderik! Não deixe de visitar e gastar alguns Euros em itens fofinhos e exclusivos.
O ponto mais bonito do centro histórico é a Ponte Tripla que, como o nome diz, são três pontes cruzando o rio Ljubljanica. No entorno, vários edifícios coloridos complementam a paisagem. Outras pontes famosas são a Butcher’s Bridge (com milhares de cadeados presos pelos casais que desejam amor eterno) e a Ponte do Dragão, com várias estátuas do símbolo da cidade. O Mercado Central também é um lugar maravilhoso para almoçar, tomar um café, comprar frutas ou artesanatos locais.
4. Bled
Bled, a segunda cidade mais visitada da Eslovênia, fica a meia hora de carro de Liubliana. Por isso, fizemos um bate-e-volta para não precisar dormir lá. Está situada nos Alpes Julianos, o principal destino de inverno da Eslovênia, e seus principais atrativos são o Castelo de Bled e o Lago Bled.Logo que chegamos já demos de cara com um cemitério charmosíssimo e fizemos um passeio pelos seus túmulos, limpíssimos e organizadíssimos. Sempre que visito um cemitério, observo os nomes das pessoas nas lápides, calculo com quantos anos elas morreram e fico imaginando como eram suas vidas, se eram felizes ou por que morreram tão novas...
Mas também é muito gostoso caminhar pelas diversas trilhas na orla do lago. No Google Maps podemos encontrar diversos viewpoints, como o Lake Bled Viewpoint e o Bled Panoramic Viewpoint que, com certeza, rendem vários clicks instagramáveis.
Já o Castelo de Bled é um castelo medieval do século XII, construído sobre um penhasco com uma vista estonteante para a cidade e para o Lago Bled. Subimos a pé por uma estrada arborizada e descemos pela escadaria que sai perto do lago.
5. Hallstat (1 dia)
Depois da viagem para Liubliana e Bled, passamos mais uma noite em Graz para descansar. No dia seguinte, eu e minha mãe nos despedimos do meu sobrinho e partimos (ainda de carro) para conhecer mais um pouco da Áustria.
Nossa próxima parada foi Hallstat, uma vila mais que charmosa no coração do país, com suas construções encravadas em uma das montanhas e vista para o enorme Lago Hallstat.
Você pode procurar em qualquer lista de lugares mais bonitos da Europa que Hallstat vai estar lá! Todos os ângulos da cidade são cenários de contos de fada, seja olhando para o lago repleto de cisnes ou para as casinhas antigas de madeira que dão o charme ao lugar.
Como sempre, passamos o dia apenas caminhando pelas ruazinhas da cidade, lotadas de turistas (principalmente chineses!). Passamos pela praça principal (Marktplatz), entramos na Igreja Evangélica, com sua torre onipresente, e subimos pelas escadarias que dão acesso à parte m
ais alta do vilarejo. Lá no alto, encontramos mais um cemitério lindinho que me fez pensar que quando eu morrer quero ser enterrada em um lugar com essa vista!
6. Salzburg (2 dias)
Depois de passar o dia em Hallstat, dirigimos 1 hora até Salzburg e dormimos lá, onde ficamos por mais dois dias para conhecer a cidade.
Salzburg respira música clássica. A cidade de Mozart e da Noviça Rebelde possui diversas experiências de jantares, teatros ou concertos para apreciar essa música. Além disso, é possível visitar a casa onde Mozart nasceu (Mozarts Geburtshaus) em 1756, que inclui um museu sobre a vida do compositor austríaco, e também a casa onde ele morou (Mozart-Wohnhaus), também transformada em museu.
Caminhar às margens sinuosas do Rio Salzach é também uma experiência incrível em Salzburg, tanto de dia quanto de noite, quando tudo está iluminado. Na maioria do percurso, a Fortaleza de Hohensalzburg estará compondo a paisagem no topo de uma colina e os Alpes Austríacos estarão ao fundo.
A Fortaleza é um dos passeios obrigatórios em Salzburg. Chegamos até lá por uma deliciosa caminhada pelo meio do bosque a partir do nosso hotel (Johannesschlössl), muitas vezes parando para apreciar as vistas de tirar o fôlego.
O castelo é gigante e possui áreas de visitação internas e externas, com várias exposições sobre a história da cidade, fantoches ou itens medievais. Foi construído no século XI, quando a cidade era governada por Arcebispos, que queriam proteger seus poderes. Nesta época, Salzburg era um importante mercado devido às suas minas de sal, que era facilmente escoado e comercializado através do Rio Salzach para outras regiões. Em um mundo sem geladeira, o sal era tão valioso quanto ouro e por isso era chamado de "ouro branco".
Ao final do passeio, descemos do castelo até o centro da cidade pelo funicular que leva diretamente até a praça Kapitelpl. Dali caminhamos pelas praças e edifícios maravilhosos, como a Catedral de Salzburg, o Monastério de São Pedro, Domplatz, Residenzplatz, Mozartplatz além de mais um cemitério encantador, o Petersfriedhof. Nos perdemos pelas ruas, cafés e lojas de souveniers até chegar na Getreidegasse, uma rua charmosíssima repleta de lojas, com uma arquitetura peculiar.
Do outro lado do Rio Salzach fica o Palácio Mirabell (Schloss Mirabell), com seus luxuosos jardins, que se tornaram famosos devido ao filme "A noviça rebelde" (The Sound of Music). O palácio foi construído no século XVII durante o arcebispado e suas salas já foram palco de vários concertos de Mozart. Até hoje é possível assistir a um concerto de música clássica ali ou, se você tiver muito dinheiro, fazer a sua festa de casamento.
7. Innsbruck (1 dia)
8. Castelo de Neuschwanstein (1 dia)
9. Viena (2 dias)
Onde comer
Bratislava:
- Zepen House - um bistrô delicioso com comida típica eslovaca
- Gatto Matto Panská - restaurante italiano, sempre uma boa pedida
Onde ficar
- Bratislava: Cinnamon
- Liubliana: G&P Villa
- Salzburg: Johannes Schlöss
- Innsbruck: Marktbar Studios
- Viena: Rioca Vienna

