terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Melbourne em 24 horas

Meu primeiro destino na Austrália foi Melbourne, a segunda maior cidade do país e onde mora a minha amiga Didi, que conheço desde a época do "colegial". Melbourne fica bem no sul da Austrália e, por este motivo, o clima é bem mais ameno. Mas, como eu fui no verão, estava tudo certo e não peguei nada de frio.

Como eu "perdi" dois dias de viagem no Chile, acabei ficando apenas um dia por lá e, mesmo com o jet lag na cabeça e as infinitas horas de voo até chegar ao destino, conheci praticamente a cidade inteira em 24 horas.

Primeiro, fomos nas Bathing Boxes, as casinhas de madeira coloridas que ficam em Brighton Beach e são utilizadas para guardar itens de praia, como cadeiras, guarda-sóis, etc. Elas são consideradas super históricas e custam uma fortuna! Mas, apesar de serem um clichê, fiquei apaixonada pelo lugar e quis tirar pelo menos uma foto em cada uma das 82 casinhas! 


Cada uma delas foi decorada com um tema diferente e a caminhada pela praia para conhecer todas elas é uma delícia. Só não esqueça o seu sapato no final, porque a caminhada completa tem mais de 1km e você terá que voltar todo esse trecho andando na areia para buscá-los, como fez a minha amiga! 😂

Outra situação curiosa que aconteceu foi que, logo depois de voltar para o carro, percebi que não estava mais com a minha câmera. Lembrava de estar com ela logo depois de voltar das casinhas, quando paramos em um café. Voltamos lá, mas ninguém tinha visto. Nesse momento eu  já estava em pânico, pois tinha acabado de comprar a câmera para viajar. Então resolvemos refazer o caminho que havíamos feito do café até o carro. E quando chegamos na frente da casa onde o carro tinha ficado estacionado, encontramos a bendita câmera no portão da casa, toda arrumadinha... Provavelmente eu deixei cair quando entrei no carro e alguém colocou lá para que pudéssemos encontrar! Fiquei impressionada com a honestidade e o cuidado dos australianos. 💗

Mas voltando ao turismo... Também passeei por diversas outras praias e parques da cidade, incluindo o Albert Park, que dá uma vista maravilhosa da cidade e de seus arranha-céus. 

Já o centro de Melbourne é repleto de pontes sobre o Yarra River, que alternam entre a arquitetura antiga e moderna. Vale a pena passear pelas pontes e também pela borda do rio, para ter uma vista de todos os lados. 



Um dos passeios que fiz por ali foi no Eureka Skydeck, um edifício (pasmem, residencial!) de 297 metros de altura, de onde você avista toda a cidade, inclusive por um chão de vidros de dar vertigem até em quem não tem medo de altura. 

De lá fomos para as Street Arts, várias ruas repletas de grafite, e também para o Melbourne Docklands, uma região portuária com diversos edifícios e esculturas arquitetonicamente polêmicos, restaurantes e também o Marvel Stadium. Enfim, mais um lugar delicioso para caminhar. 

E depois de toda esta andança, finalmente o cansaço bateu de verdade, e terminei o meu dia em Melbourne morta com farofa... ou, neste caso, com molho barbecue.  


Veja mais dicas em Melbourne City Tour.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Embrace the perrengue

Prólogo

Minha viagem para a Austrália foi muito rápida. Tá bom, eu sei que sempre dizemos isso quando voltamos das nossas viagens, mas nesse caso a distância e a diferença de fuso horário interferiram muito nessa minha conclusão. 

Porque eu literalmente fui até o outro lado do mundo para ficar apenas 9 dias! Não era bem esse o plano inicial, mas alguns perrengues acabaram reduzindo o tempo da minha viagem em 2 dias. Então, por que eu atravessei o mundo para ficar tão pouco tempo? 

Como eu sempre digo, as viagens são sempre uma questão de oportunidade... Pra começar, nesta época eu trabalhava em uma companhia aérea, que me dava direito a passagens gratuitas, porém sem a garantia de embarque. Além disso, tinha duas amigas morando na Austrália e essa seria uma ótima oportunidade para visitá-las. 

Vamos combinar que a passagem para a terra dos coalas e cangurus não é nada barata e, mesmo com o pouco tempo que eu tinha de férias, ainda valia a pena aproveitar este benefício. Até porque a tal da companhia aérea em que eu trabalhava fechou as suas portas logo depois dessa viagem e, se eu não tivesse ido pra lá naquela época, talvez nem teria ido até hoje...  

Voltando à passagem, foi justamente essa oportunidade de viajar gratuitamente, sem garantia, que fez com que meu tempo fosse reduzido. Na viagem de ida, fiz uma conexão no Chile e, desde que vi o bilhete, percebi que o tempo de conexão estava super justo. Mas, como era "aeromoça de primeira viagem", não sabia que, neste tipo de viagem, ainda teríamos que retirar a bagagem e fazer um novo checkin em cada conexão. 

Pronto, ao embarcar de São Paulo para Santiago entendi que seria realmente impossível embarcar no próximo voo do Chile para a Austrália a tempo. O que eu não imaginava era que, o próximo voo disponível seria apenas 2 dias depois, e que eu teria que fazer um pit stop não planejado no Chile...

Depois de muitas tentativas frustradas, que incluíam comprar um voo de outra companhia aérea e até voltar para o Brasil e desistir da viagem, resolvi "embrace the perrengue". E eu só me convenci quando descobri um passeio ali perto de Santiago, já que a ideia de ficar dois dias passeando sozinha em um lugar que eu já conhecia não me agradava nenhum pouco. 

Assim que me decidi, reservei um hostel de última hora, peguei um táxi e finalmente saí do aeroporto. Detalhe que, até chegar neste momento, até os funcionários do aeroporto já me conheciam pelo nome e o vendedor da embalagem de malas já nem me oferecia mais o seu produto, de tanto que eu tinha passado na sua frente.  

Foi assim que, da forma mais despretensiosa possível, conheci Cajón del Maipo, uma região próxima a Santiago com uma paisagem estonteante. Nem sei como eu nunca tinha ouvido falar desse lugar antes, mas hoje considero um passeio imperdível para quem passa uns dias por lá. 

Cajón del Maipo

Peguei um daqueles tours de um dia, em que uma van passa pelo seu hotel (ou hostel) e te leva nos principais pontos turísticos, sem que você precise pensar em nada. Ao chegar, você se depara com as montanhas da cordilheira dos Andes refletidas nas águas do Rio Maipo. O tour faz algumas paradas adicionais e, ao final, nos surpreende com uma mesa de queijos e vinhos ao pé da cordilheira, o segundo cenário mais impressionante do passeio.  

E assim, dois dias depois, lá estava eu novamente no aeroporto, quando finalmente consegui embarcar em um voo superlotado para a Austrália, não sem ficar naquela expectativa até o último minuto do embarque. Quando me chamaram para embarcar, eu disse ufa!


Epílogo

No retorno da Austrália, novamente tive que fazer uma conexão em Auckland, Nova Zelândia, e mais uma vez fui surpreendida pela impossibilidade de embarcar no voo agendado... Desta vez, não foi o tempo da conexão e sim a greve dos comissários da companhia aérea que me impediram. E aí, meu amigo, neste momento eu já estava bem mais relaxada e realmente aproveitei o momento!

Imediatamente reservei o hostel, fui pra lá e ainda consegui fazer alguns passeios pela cidade. Subi o Mount Eden, um vulcão inativo há tanto tempo, que a cratera é um gramado gigante. E depois passei pelo Albert Park, com seu maravilhoso Winter Garden.

Nem deu tempo de ir à Sky Tower, o principal ponto turístico da cidade, de onde você pode até pular de bungee jump. Quando a greve acabou no dia seguinte fiquei até com dó de ter que voltar para o Brasil... 

Auckland, com cara de quem não queria ir embora

E o que eu aprendi com tudo isso? 

Essas experiências (ou perrengues) valeram muito para eu me desapegar de roteiros pré-definidos, para encarar os imprevistos de uma forma melhor e para levar a vida mais numa boa. A forma que eu reagi na ida e na volta foram completamente diferentes, variando desde "não quero nem fazer mais esta viagem" até "queria ter ficado mais tempo nesta conexão não planejada"!  


Mas... e a viagem para a Austrália?

Ah, claro! Meu roteiro foi Melbourne ✈ Brisbane Sydney.

Mas isso eu irei contar nos próximos posts... 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Águas de Bonito

Todos me perguntam se Bonito é bonito mesmo, e eu digo com certeza que sim! Confesso que esperava um pouco mais, talvez por ter demorado tanto tempo para ir pra lá e estar com a expectativa alta, ou porque quando fui era época de chuva e as águas não estavam tão cristalinas... mas é uma viagem que super recomendo a todos que gostam de estar perto da natureza, de fazer passeios diferentes, ou pra quem quer simplesmente relaxar nas águas de Bonito. Prepare-se para desligar completamente do celular e das redes sociais durante os dias em que estiver lá, pois raramente você conseguirá uma rede de dados, e nem mesmo o Wi-fi da dos hotéis e restaurantes possuem uma conexão aceitável. 
   
Avião da Azul de Campinas a Bonito
Para chegar em Bonito há duas formas: a primeira opção é voar até Campo Grande, que está a 300km de Bonito, e de lá alugar um carro para o traslado - Gol, Latam e Azul oferecem voos saindo de São Paulo. A segunda opção é voar com a Azul de Campinas (Viracopos) direto para Bonito, que foi a nossa opção. Esse voo opera apenas às quartas e domingos (a partir de março de 2017 esse voo será diário). Mas o avião é daqueles teco-tecos de hélice e a viagem demora 2,5 horas. Mesmo assim acho que essa é a melhor opção, e se você comprar com antecedência o voo não sai tão caro. Para quem mora em São Paulo a Azul também oferece um ônibus grátis para Viracopos saindo de diversos locais da cidade.

 A infraestrutura de turismo da cidade é excepcional, os guias superpreparados e a organização impecável. As pessoas da cidade são muito amáveis e prestativas, todos os atendentes do hotel e das lojas que fomos, os garçons dos restaurantes, as pessoas na rua, absolutamente todos eram muito educados. Esses dois pontos me surpreenderam positivamente na viagem.


E os passeios... todos foram muito legais, mas na minha opinião os que mais se destacaram foram o da Boca da Onça e a flutuação no Rio Sucuri. Talvez por isso a nossa agência tenha deixado esses dois para os últimos dias, assim saímos da cidade com uma ótima impressão! No geral são todos bem caros, mas considerando a organização e estrutura que oferecem, pode-se dizer que é um dinheiro bem gasto. Afinal, você foi até lá pra isso não é? 

Cachoeira Boca da Onça

E onde mais você vai encontrar tantos animais soltos na natureza que você só tinha visto antes no zoológico? Araras e tucanos voando na estrada enquanto você vai para um passeio, tamanduás gigantes procurando cupins do meio do pasto, tatus, cervos, jacarés e todo tipo de passarinho que você nunca viu (nem ouviu) antes. Ainda bem que a natureza de Bonito ainda está preservada!

Nós ficamos no hotel Águas de Bonito (aguasdebonito.com.br), que oferece uma estrutura completa por um preço mais acessível que os outros hotéis do mesmo nível. Fica a 8 quadras da rua central, o que dá para ir a pé na hora do jantar e assim gastar as calorias consumidas na Merenda Pantaneira, um café da tarde oferecido diariamente para os hóspedes às 17h, bem naquela hora que você está voltando do passeio morto de fome.

E falando em fome, não deixe de conhecer os restaurantes Casa do João (casadojoao.com.br) e Juanita (www.pagefree.net/juanita-restaurante). Os pratos típicos de Bonito são os diversos peixes da região – como o pacu assado (hum, desculpe o trocadilho) – e a suculenta carne de jacaré, que você não pode sair de lá sem provar.

Acabamos contratando os passeios pela própria agencia do hotel, a Águas Turismo (aguasturismo.com.br) e como estávamos em 3 pessoas, compensou contratar o transporte privado (um carro com motorista) ao invés do coletivo (aquela van que passa por vários hotéis). Alguns passeios são bem longe portanto preferimos ter a liberdade de voltar quando quiséssemos. Você também pode alugar um carro, o que deve ficar ainda mais barato, mas tenha em conta que em Bonito o GPS não funciona, então você terá que pedir as indicações à moda antiga. Caso você vá a Bonito via Campo Grande, essa é a melhor opção, assim você já aproveita o carro alugado para o traslado e os passeios.

De qualquer forma, todos os passeios possuem preço tabelado de alta e baixa temporada (AT/BT), e você será obrigado a contratá-los para ter acesso ao guia que te levará pelas trilhas. Listo abaixo os passeios que fiz e mais algumas dicas do que descobri por lá.


Day 1: Parque Ecológico Rio Formoso

O lugar é bem pertinho da cidade, e fazendo um passeio você tem direito a ficar na estrutura do lago (com caiaque e stand-up) e do restaurante (pago à parte). Fiz os passeios de boia cross e a cavalgada pelos pastos e trilhas da fazenda, e gostei bastante dos dois, Para quem já fez rafting, o boia cross é bem mais tranquilo mas mesmo assim vale o passeio.

Boia Cross

Valor BT: R$ 85 por pessoa

Nota: Em Bonito há também o Hotel Cabanas (hotelcabanas.com.br), outro lugar que oferece passeios de boia cross e arvorismo que você pode escolher.  


Day 2: Estância Mimosa

Estância Mimosa
A fazenda possui uma trilha bem fácil, com 7 cachoeiras para contemplação ou banho durante o caminho. Destaque para a Cachoeira do Sol, que possui um amplo lago em frente; a Cachoeira do Surucuá, acessível através de um barco a remo; e a Cachoeira do Salto, que possui uma plataforma de 6 metros de altura de onde você pode pular na cachoeira.




Na volta, um almoço delicioso da fazenda com o melhor doce de leite do mundo te espera para você repor todas as calorias gastas na trilha!

Valor BT: R$ 154 por pessoa com almoço

Nota: Ao lado da Estância Mimosa, há também o Parque das Cachoeiras (parquecachoeiras.com), com um passeio similar de trilhas e cachoeiras diferentes, compartilhando apenas uma com a Estância Mimosa.


Day 3: Gruta do Lago Azul e Gruta de São Miguel

Gruta do Lago Azul
A Gruta do Lago Azul é um dos principais cartões postais de Bonito, por isso eu tinha muita expectativa para conhecê-la. A melhor época para visitar é em dezembro ou janeiro pela manhã, quando a luz do sol de verão incide diretamente na água dentro da gruta e faz com que o azul atinja o seu melhor tom. Apesar de eu ter ido em janeiro, o dia estava chuvoso, e talvez por isso eu não tenha me impressionado tanto. E infelizmente, a água não é para banho.



Gruta do São Miguel
Já a Gruta de São Miguel é bem maior e não tem água. Você pode caminhar apreciando as estalactites, estalagmites e outras formações rochosas dentro da caverna, iluminando-as com a lanterna recebida na entrada para não perder nenhum detalhe. Para chegar até a gruta, você passa por uma trilha bem agradável que inclui uma ponte pênsil no meio da mata. Na volta, surpreenda-se com as araras que visitam a sede do passeio, empoleirando-se nos galhos das árvores ou comendo o "almoço" servido por conta da casa.

Valor BT: R$ 50 para Lago Azul e R$ 50 para São Miguel (por pessoa)


Day 4: Flutuação Rio Sucuri

Flutuação no Rio Sucuri

As flutuações são os passeios mais típicos de Bonito, em que você desce o rio com snorkel, máscara e roupa de neoprene enquanto aprecia a fauna e a flora subaquática. A flutuação do Rio Sucuri está para a flora (vegetação) assim como a do Rio da Prata está para a fauna (leia-se peixes). São passeios diferentes, porém com o mesmo objetivo.

A fazenda do Rio Sucuri também proporciona cavalgada e bike tour e você também pode aproveitar a piscina ou degustar as frutas do pomar. O almoço também é no estilo sul-matogrossense, como sempre daqueles que você se empanturra após o passeio.

Website: riosucuri.com.br
Valor BT: R$ 168 para flutuação e R$ 42 para almoço (por pessoa)


Day 5: Boca da Onça

A trilha da Boca da Onça foi a minha preferida de Bonito. O passeio é similar ao da Estância Mimosa, com trilhas e cachoeiras, porém para mim as cachoeiras da Boca da Onça foram mais surpreendentes que a da Mimosa.

Buraco do Macaco
A trilha é basicamente vertical, você desce mais de 800 degraus por uma escadaria de madeira e sobe outros 1000, portanto vá com fôlego e preparo físico! Destaque para a cachoeira da Boca da Onça, denominada assim pela imagem que se forma nas suas pedras; e para o Buraco do Macaco, uma cachoeira acessível apenas nadando através de um buraco na pedra. Não deixe de entrar! É uma delícia refrescar-se nas águas geladíssimas da cachoeira durante o passeio.


A Boca da Onça possui também o maior rapel de plataforma do Brasil, de 90 metros sobre o Cânion do Rio Salobra. Se o rio estiver baixo você poderá também banhar-se em suas águas. Mas como eu não sou tão corajosa e as chuvas não permitiram, não me aventurei por nenhum dos dois atrativos. E na volta, claro, você estará pronto para comer mais uma comida tradicional e um descanso nos redários da fazenda...

Valor BT: R$ 202 por pessoa (com almoço)


Day 6: Flutuação Rio da Prata e Buraco das Araras

Na minha opinião, a flutuação do Rio da Prata é bem mais bonita que a do Rio Sucuri. Em Bonito todos os guias dizem que são propostas diferentes e que os dois passeios se complementam. Mas eu fiquei muito mais maravilhada com os peixinhos do Rio da Prata do que com a vegetação do Rio Sucuri! Choveu muito em Bonito na semana em que fui, e por este motivo havia muitas folhas caídas no rio. Mesmo assim, a água era completamente cristalina, resultado do calcário presente no solo que decanta toda e qualquer sujeira, assim como cloro de piscina.

Flutuação no Rio da Prata

No Rio da Prata havia muito mais peixe que no Sucuri, e aprendi a identificar várias espécies: o listradinho Piraputanga, o Piau Três Pintas com suas bolinhas, cardumes com centenas de dourados ou pacus a meio metro de distância...  Simplesmente lindo. Para quem nunca mergulhou antes, os guias são super bem preparados e capazes até de tirar trauma de quem tem medo.

O passeio começa com uma trilha até chegar à nascente do Rio Olho d’Água, onde você inicia o mergulho e vai descendo com a correnteza até o Rio da Prata. Só para não perder o costume, ao final da flutuação você é recebido com um almoço da fazenda, bem naquela hora em que você está morrendo de fome. E de sobremesa aquele doce de leite de novo... ai socorro... aqui você também pode comprar um pote pra levar de lembrança para quem não foi - ou comer tudo sozinho mesmo pra matar a saudade de Bonito!

Buraco das Araras
Logo depois do almoço, você já segue para o Buraco das Araras com a barriga cheia! Os dois passeios são bem longe de Bonito, mas a 15 minutos de distância um do outro. Eu esperava ser recebida com uma revoada de araras vermelhas nesse passeio, mas o que consegui ver (apenas com a ajuda do binóculo e do zoom da câmera) foram míseros dois casais de araras, muito menos do que as que estavam na Gruta São Miguel. Talvez porque era época de procriação, ou porque minha imaginação é muito fértil, mas também me decepcionei um pouco com este passeio. Tomara que você tenha mais sorte quando visitar o local.

Valor BT: R$ 224 por pessoa para Rio da Prata (com almoço)
Valor BT: R$ 65 por pessoa para Buraco das Araras


Outras dicas de passeios...

Além do rapel de plataforma da Boca da Onça que comentei anteriormente, Bonito também oferece alguns passeios, digamos assim, mais radicais. É possível fazer mergulho de cilindro nos rios da Prata e Formoso, além da Lagoa Misteriosa (lagoamisteriosa.com.br), que só abre de maio a setembro. Como não me empolguei muito nos mergulhos dos rios e não fui na época para ir na Lagoa, acabei não fazendo nenhum desses mergulhos, mesmo sendo mergulhadora certificada. Já os corajosos e que não têm medo de altura como eu podem visitar o Abismo Anhumas (abismoanhumas.com.br), que inclui um rapel + mergulho de cilindro dentro do abismo.  


Enfim, Bonito possui uma infinidade de passeios para escolher, dependendo do que você procura e de quanto tempo irá ficar lá. Além disso, há vários lugares que oferecem o mesmo tipo de experiência, por isso escolhemos um roteiro bem diversificado, com trilhas, cachoeiras, flutuações, grutas, boia cross e cavalgada. Monte seu roteiro e divirta-se!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Toronto & Niagara Falls

O que dizer sobre Toronto, além de que desde que é uma dessas cidades em que dá vontade de morar??? Toronto tem um carisma que eu senti em poucos lugares do mundo e até agora só não larguei tudo e mudei pra lá porque acho que eu não sobreviveria em um inverno de -40 graus...

Downtown Toronto

O clima estava perfeito, um verão de aproximadamente 25 graus, com muita gente pelas ruas, praias e eventos culturais. Tive sorte de estar lá na semana do Toronto Jazz Festival, com opções de shows grátis na praça da prefeitura, e também no Canada Day, o dia em que o Canadá virou uma única nação, sob o domínio britânico. Por falar nisso, até hoje a moeda canadense ainda tem estampada a Rainha Elizabeth II, e as notas são lindas e feitas de plástico.

Harbor Front

Passeie pelo Harbor Front até o Toronto Music Garden, passando pela marina e parando para ver os aviões pousarem no aeroporto Billy Bishop, que fica em Toronto Islands. E por falar nisso, Toronto Islands também é um ótimo day tour se você estiver em Toronto no verão. Pegue o ferry para Centre Island e alugue uma bicicleta para dar uma volta completa na ilha. A vista de downtown Toronto de lá é digna de muitas fotos!!!

Vista de Toronto de Toronto Islands

As principais atrações de Toronto são o Ripley’s Aquarium of Canada (ripleysaquariumofcanada.com), bem diferente do aquário de Vancouver e igualmente imperdível; e a CN Tower (cntower.ca), que ficam lado a lado e é possível conhecer os dois em um mesmo dia. Para isso você irá desembolsar quase 73 dólares canadenses ($39.95 para o aquário e $33 para a CN Tower), o que não é nada barato como qualquer entrada no Canadá (mas já que você está lá tem que considerar esses custos ou então não vale a pena a viagem!). A torre tem 346m, o maior edifício do ocidente, e claro que a vista lá de cima é espetacular. Você pode ir até o Glass Floor e caminhar pelo chão de vidro olhando o chão lá embaixo, ou se for mais corajoso ainda pode experimentar o Edge Walk (edgewalkcntower.ca), uma volta pelo lado de fora da torre, suspenso por um cabo na cintura.  

Ripley's Aquarium of Canada

Quanto aos museus, escolhi o Royal Ontario Museum (rom.on.ca), enorme, único e interessantíssimo. Possui desde dinossauros a animais empalhados, cultura indígena a asiática, pedras preciosas a múmias egípcias. O museu também conta sempre com várias exposições temporárias – eu também tive a sorte de estar lá durante a exposição do artista Chihuly, que faz esculturas de vidro impressionantes e coloridas.

Vista da CN Tower

No mesmo dia, também fui à Casa Loma (casaloma.org), uma mansão construída por um magnata do ramo de energia no início do século XX pela bagatela de 3,5 milhões de dólares, e que acabou sendo tomada pelo estado 10 anos depois após a falência do seu dono. E aí se vão mais $17 do ROM e $25 da Casa Loma. Você também pode comprar o City Pass (citypass.com/toronto) por $56.68, que inclui o ROM, Casa Loma, CN Tower, Aquário e Zoológico de Toronto.

Niagara Falls
E por fim, você não pode ir a Toronto sem visitar Niagara Falls e Niagara on the Lake. Confesso que as Cataratas de Iguaçu são mais impressionantes, pela quantidade de cachoeiras e pelo volume de água. Mas mesmo assim, o passeio a Niagara é imperdível. Suba na torre Skylon para ter uma vista de cima de Niagara, e depois pegue o boat cruise para ter uma vista de dentro...  Vale a pena a aventura! Eu fiz o tour do Chariots of Fire (tourniagarafalls.com) por $129 e valeu a pena. Você vai de van do centro de Toronto para as cataratas, e ainda dá tempo de passar pela cidadezinha supercharmosa de Niagara on the Lake e ainda visitar um vinhedo de ice wine, o vinho que é feito com uvas congeladas do inverno canadense. 


sábado, 25 de junho de 2016

Quebec & Montreal

Quando desembarquei na província de Quebec, pensei que tinha saído da América e aterrissado na Europa. Não apenas pelo francês, idioma nativo do local, mas também pela arquitetura, mais antiga que a do oeste do país, e pela população, bem mais europeia e menos oriental. Fiquei 5 noites em Montreal, incluindo um day trip para Quebec City, a cidade mais charmosa do Canadá.

Minha primeira impressão sobre Montreal foi o calor sufocante do verão, contrastado com o frio e chuva do dia anterior em Vancouver. Como cheguei em um sábado, a região do porto era pura alegria! Muita gente passeando, comprando nas lojinhas de artesanato ou fazendo um happy hour nos inúmeros barzinhos da Place Jacques Cartier. Neste mesmo dia, já fui conhecer a Basílica de Notre Dame, que por fora era brindada pela luz do pôr do sol, enquanto por dentro refletia os tons de azul, amarelo e vermelho das suas paredes. Sem dúvida foi uma das igrejas mais bonitas que já vi, daquelas que a gente fica até embasbacada só de olhar.

Basílica de Notre Dame em Montreal

Cirque du Soleil em Vieux-Port 
Vale a pena ver se está passando algum espetáculo do Cirque du Soleil, que também fica montado na região do porto velho. Quando eu fui, assisti ao Luzia, baseado na cultura mexicana e maravilhoso como todos que eu já vi. Depois do show, continue passeando pelo centro da cidade para apreciar os principais monumentos lindamente iluminados e os barzinhos que ainda estarão lotados de moradores e turistas curtindo o verão.



Outro passeio delicioso em Montreal é a subida ao Mont-Royal, de onde você poderá ter uma vista privilegiada da cidade. Há várias formas de subir até o topo, porém eu preferi a que queimava mais calorias: pela interminável escadaria dentro do parque, saindo do metrô Peel até o Chalet du Mont-Royal. Lá no alto, continuei caminhando pelas trilhas até chegar no lago, e de lá desci de ônibus pois já estava morta de cansaço!

Vista de Montreal no Chalet du Mont-Royal

No dia seguinte, peguei um ônibus na Gare D’Autocars de Montreal com destino a Quebec City. O ônibus sai toda hora cheia e demora 2h para chegar no centro de Quebec. A passagem custa de $35 a $55 pela empresa Orleans Express (orleansexpress.com). Dá pra ir e voltar no mesmo dia se você sair cedo de Montreal e voltar à noite, já que os dias no verão acabam tarde.

Chateau Frontenac em Quebec City

Old Town em Quebec City
Em Quebec, caminhe pelas ruas da cidade admirando os mais belos e antigos edifícios do país, da Rue Grande-Allée (rua mega charmosa com diversos restaurantes) ao Chateau Frontenac, símbolo da cidade. De lá, desça para a Old Town, e se perca nas ruazinhas da cidade até a Notre Dame.   

Foi um dia maravilhoso e diferente de todos os lugares que eu vi no Canadá. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Vancouver & Victoria

A primeira coisa que me falaram de Vancouver quando eu disse que iria pra lá é que essa é a cidade mais oriental do Canadá. Talvez pela proximidade do oriente através do Pacífico, ou pela política de receptividade com estrangeiros que o país possui, Vancouver é uma cidade multicultural e cheia de jovens estrangeiros que a visitam para estudar inglês, trabalhar ou passear e acabam decidindo tornar aquele lugar o seu lugar no mundo.

A cidade se transformou após as Olimpíadas de Inverno de 2010, a partir de quando a maioria dos prédios do centro da cidade foram construídos e o mercado imobiliário inflacionou. Vancouver possui casas maravilhosas, vendidas por milhões de dólares a chineses e indianos que ajudaram a inflar esse mercado juntamente com o processo de imigração. E por onde quer que você ande verá andaimes que se tornarão novos edifícios no futuro.

Ainda assim, muitos buscam Vancouver pela sua excelente qualidade de vida e – pasmem – pelo seu “ótimo clima”, incompreensível para uma brasileira que pegou temperaturas de 10 a 15 graus lá em pleno verão. Enquanto o lado leste do Canadá possui uma variação de temperatura de -40⁰C no inverno a +40⁰C no verão, Vancouver mantém uma variação menor, porém com muita chuva durante todo o ano. 

Lontra no Aquário de Vancouver
Mas há muita coisa para conhecer em Vancouver e arredores, e a maioria das atividades incluem natureza como principal atrativo. O principal ponto turístico da cidade é o Stanley Park, uma área verde enorme em pleno downtown que além inclui em sua área praias, lagos e o Vancouver Aquarium (vanaqua.org). Dá para passar um dia inteiro no parque fazendo todas as atividades disponíveis e vendo os shows diários do aquário (as belugas e as lontras foram minhas preferidas!). A entrada do aquário custa $36.

Totem Poles em Stanley Park
 Aluguei uma bicicleta na esquina da Georgia St. com a Denman St. (spokesbicyclerentals.com) e percorri os 9km que rodeiam o parque pela chamada seawall. Me surpreendi com os Totem Poles, uma coleção de esculturas coloridas que representam a cultura indígena da região e contam suas histórias e mitos. O aluguel saiu $30 por 6 horas.



Outro parque delicioso em Vancouver é o Queen Elizabeth Park, que possui lindos jardins e uma vista espetacular da cidade. Já no gênero mais radical, o Lynn Canyon Suspension Bridge e a Capilano Suspension Bridge (capbridge.com) são parques que integram a natureza com pontes suspensas. Há quem prefira um ou outro, mas eu adorei ter visitado os dois. O Lynn Canyon é grátis, menos turístico e possui uma trilha que leva a uma cachoeira de água cor de esmeralda. Já a Capilano Bridge possui um comprimento de 140m e está a 70m sobre o Rio Capilano. Do lado de lá, você pode passear pelas trilhas e o Treetop Adventure, uma espécie de arvorismo em meio à vegetação local. Do lado de cá, você também pode andar pelo Cliff Walk, uma ponte de vidro sobre o penhasco. Imperdível, até para mim que morro de medo de altura! Mas para entrar você deverá desembolsar outros $39,95. 

Capilano Suspension Bridge

Gas Town Steam Clock
Passando para o lado mais urbano de Vancouver, vale a pena caminhar por downtown e também pela Gastown, o centro antigo da cidade, que possui diversas lojinhas de souvenir e também um fofíssimo relógio a vapor que funciona a cada 15 minutos. 

Outro ponto turístico é o Canada Place, uma praça e centro de convenções à beira mar, onde você pode assistir aos sea planes decolando e pousando na água ou ainda ao Fly Over Canada (flyovercanada.com), um espetáculo de 8 minutos em um cinema 3D e que custa $21,95, onde você se sente literalmente voando sobre todas as regiões do país. Adorei!
Veja outros parques e passeios em Vancouver no site: vancouver.ca/parks-recreation-culture.aspx

E aproveitando o tour pelas diferentes regiões canadenses, British Columbia é uma área com diversos passeios que podem ser feitos em um ou mais dias saindo de Vancouver. No site da BC Ferries (bcferries.com) você encontra vários roteiros, e os mais conhecidos são Whistler e Victoria.
Eu escolhi ir e voltar no mesmo dia para Victoria, que fica na Vancouver Island. Para ir até lá de ferry você deve conciliar bem os horários, pois ele sai da estação de Tsawwassen (a uma hora de metrô de downtown Vancouver) e chega em Swartz Bay (também a aproximadamente uma hora de ônibus de downtown Victoria). Outra opção bem mais cara é ir de avião, desta forma você já poderá ter a experiência de pousar na água em um sea plane. Ou ainda há também vários day tours de Vancouver a Victoria por diversas agências. Mas claro, como sempre eu preferi ir sozinha pela opção mais barata e mais desafiadora.

Só o passeio de barco já é uma aventura. O barco é lindo, comporta vários andares de carros, é extremamente organizado para entrar e sair e com uma tecnologia de ponta. Para os pedestres, há um portão de embarque como o de um aeroporto, com entrada através de finger. Lá dentro, os diversos cafés, restaurantes e áreas de lazer fazem com que você se sinta em um transatlântico durante a viagem.

O Parlamento de Victoria


Em Victoria, passeei pelo centro da cidade, pelo porto e por China Town. Conheci o Parlamento, entrei em diversas lojinhas de souvenir e comi um hot dog na praça. E depois disso, fui ao lugar mais lindo da cidade, o Butchart Gardens (butchartgardens.com). Você precisará de pelo menos umas duas horas para percorrer o parque todo e tirar milhares de fotos dos inúmeros tipos de flores desse lugar. Simplesmente maravilhoso, vale a pena o valor da entrada de $33,71.

O lindo Butchart Gardens
Foi um dia e tanto!

sábado, 18 de junho de 2016

Canada & USA Trip

Tudo começou com um único pretexto: visitar a família que morei nos EUA há 21 anos, que estava comemorando 50 anos de casados. E, de quebra, planejei aquela viagem ao Canadá que estava na cabeça também há muitos anos, e que nunca tinha saído do papel.

O objetivo era conhecer o lado oeste e leste do Canadá, necessariamente nessa ordem, após passar um fim de semana em Bremerton, WA, a duas horas de carro de Vancouver. Viajei sozinha, mas depois de agendar a viagem, fui descobrindo que conhecia gente em todos os lugares, gente que eu coleciono em todas as minhas idas e vindas pelo mundo e que nunca perco o contato.

A escola em que eu estudei nos EUA, 21 anos depois...
De novos amigos que eu encontrei pelo caminho a amizades antigas que reencontrei (daquelas que passam anos e parece que nunca perdemos o contato), todos foram como anjos que fizeram com que essa viagem fosse simplesmente mágica!

Confira os post seguintes sobre Vancouver & Victoria, Quebec & Montreal e Toronto & Niagara Falls

Espero que vocês viagem comigo nas minhas fotos e palavras e que eu possa despertar
o seu desejo de conhecer o Canadá, esse país lindo, com belezas naturais, pessoas extremamente educadas e uma qualidade de vida impressionante.

Mais informações sobre o Canadá em canadaparabrasileiros.com