sexta-feira, 10 de julho de 2015

3 dias em Big Island

A maior ilha do Havaí tem a segunda maior população do arquipélago e uma vegetação bem diversificada, com diversos vulcões e praias lindas de morrer.
Devido ao seu tamanho, optamos por chegar por um aeroporto (Kona) e sair por outro (Hilo), e mesmo assim não conseguimos ver tudo o que gostaríamos. Faltaram as famosas praias de Papakolea (de areia verde) e Punaluu (de areia negra), que ficaram fora do caminho e acabaram sendo despriorizadas.

Além disso, também trocamos de hotel durante a estada na ilha, sendo uma noite em Kona (no prático e moderno Holiday Inn) e duas em Hilo (no Hilo Seaside Hotel). Este último ficava na frente do restaurante que mais gostei no Havaí, o Ponds. Com comida deliciosa e saudável, sobremesa mais deliciosa ainda e vista para o lago, mereceu um outro jantar na nossa segunda noite.
E por falar em comida, Big Island possui uma agricultura bem parecida com o Brasil, com plantações de cana-de-açúcar e de café, que deu origem ao Kona Coffee, muito famoso na ilha. Como uma adoradora de café, arrisco dizer que prefiro o do Brasil, mas de todas as formas trouxe vários pacotinhos na mala.


Day 4 – Kohala Coast e Kaelakekua Bay


No nosso primeiro dia em Big Island, seguimos as dicas de uma vendedora da loja de mergulho e fomos para o norte de Kona, na praia do Courtyard King Kamehameha, um pedacinho de areia bem pequenininho e com águas calmas, dignos de um passeio de stand up paddle. No caminho de volta, passeamos por Kailua Bay e almoçamos no Splashers Grill, um daqueles restaurantes típicos americanos que vendem hambúrguer com batata frita brilhantes de tanto óleo. Essa região faz parte da Kohala Cost, onde se concentram as praias de areia branca e resorts de luxo.

Depois da nossa intenção de um almoço leve ter ficado para trás, seguimos em direção ao sul da ilha para conhecer Kealakekua Bay, uma área perfeita para a prática de snorkel que fica na Kona Coast. Para chegar lá, só mesmo de barco, portanto contrate um passeio que dá direito a barco, aluguel do equipamento, bebidas e petiscos. Contando o percurso de ida e volta e o tempo para o mergulho, o passeio dura umas 4 horas. Se você for pela manhã poderá também encontrar golfinhos pelo caminho, pois eles aparecem mais nesse período.



Day 5 – Hawaii Volcanoes National Park e Kilauea


O segundo dia em Big Island foi dedicado a conhecer o Parque Nacional dos Vulcões, onde fica o famoso Kilauea, um vulcão ativo de 1200m de altura. Passamos o dia todo dentro do parque, portanto fizemos várias atividades diferentes.

Começamos no Visitor Center, onde você pode obter todas as informações sobre o parque e escolher qual passeio irá fazer. De lá pegamos uma trilha até o Lava Tube, um tipo de caverna que foi formada pela lava do vulcão quando ele entrou em erupção há milhares de anos. No caminho, paramos em vários mirantes para avistar a cratera do Kilauea Iki e depois também andamos pela trilha de Crater Rim Trail, passando por vários tipos de vegetação até chegar em um parque de lava.

Depois da caminhada, pegamos a Chain of Craters Road e fomos de carro até o oceano, como sempre parando em todos os mirantes para apreciar todos os tipos de vista: Steam Vents, um vapor quente e com cheiro de enxofre que sai de dentro da terra como uma chaminé; diferentes tipos de cratera e de formações de lava; e no final, a vista para o mar com uma formação vulcânica que mais parece um portal construído pelo homem de tão perfeito (Holei Sea Arch).


Mas a cereja do bolo daquele dia ainda estava por vir! Terminamos nosso dia no Jaggar Museum, que fica no cume do Kilauea e é bem interessante para conhecer a história dos vulcões havaianos. Esperamos o sol se pôr em cima do vulcão, até que mais um espetáculo começasse. Como o vulcão está ativo, à medida que a noite começa, é possível ver o reflexo da lava no céu. O resultado é uma vista surpreendente da cratera soltando uma fumaça vermelha que vai ficando cada vez mais brilhante com o tempo. Palmas mais uma vez para a natureza!!!



Day 6 – Waipio Valley and Botanical Garden



No terceiro e último dia em Big Island, continuamos na costa leste e seguimos em direção ao norte para o Waipio Valley. O caminho até lá como sempre era lindo, e fomos até o Waipio Valley Overlook, onde você pode apreciar a vista do vale. Acabamos não nos arriscando a descer até lá embaixo, pois além de um carro 4x4 era preciso muita pratica e um guia local para descer a very steep road!


Na volta paramos na Akaka Falls Sate Park, que possui duas cachoeiras, Kahuna e a majestosa Akaka, de 150m de altura. A trilha que passa pelas 2 cachoeiras é bem gostosa e com infra no padrão americano. Para fechar o dia, passamos no Hawaii Tropical Botanical Garden, o jardim botânico mais lindo que já vi, com flores super diferentes da região, orquidário, cachoeiras e um final surpreendente com vista para o mar!





terça-feira, 7 de julho de 2015

3 dias em Maui

Maui é a segunda maior ilha do Havaí, e no quesito turismo fica entre a agitada Honolulu e a pacífica Kawai. Recebe muitos turistas nos charmosos resorts e restaurantes que possui, e ainda conta com uma vegetação exuberante, vulcões e praias paradisíacas. Se você estiver por lá entre Novembro e Abril, também pode assistir ao espetáculo das baleias que migram para lá nesta época do ano.
A região de Kaanapali, no noroeste da ilha, concentra a maioria dos resorts, e é uma boa para ficar hospedado. Mas como a maioria das ilhas do Havaí, para conhecer bem o lugar você irá rodar bastante de carro de qualquer lado da ilha que ficar.

Ficamos no Aston Maui Kaanapali (astonmauikaanapalivillas.com), um hotel delicioso, pé na areia e com uma piscina digna de um descanso após os passeios.




Day 1 – Road to Hana


A estrada para Hana, como é chamada, é uma rota de 55 milhas na costa leste de Maui, que vai de Paia a Hana, percorrendo uma estrada sinuosa (muitas vezes de uma única pista), com vegetação exuberante e várias paradas pelo caminho, como parques nacionais, mirantes e cachoeiras. Aqui, como todos os guias costumam dizer, o importante não e chegar em Hana, pois a cidade não tem lá tantos atrativos, e sim a viagem em si. The journey is the destination!


Como começamos tarde, não tivemos tempo de parar em todos os pontos, mas o importante foi sentir a energia do lugar, admirar a paisagem e perceber o que nos aguardava dali pra frente.
Nossa primeira parada foi na Twin Falls, que como o próprio nome indica, são duas cachoeiras gêmeas, uma ao lado da outra. Uma trilha de fácil acesso te leva da estrada até as cachoeiras, e na volta há uma banquinha de frutas onde você poderá tomar um caldo de cana ou uma água de coco pra matar a sede da caminhada.

Depois desse banho de cachoeira, paramos apenas no Kaenae Arboretum e Kaenae Overlook. O Arboretum é uma mistura de trilha com jardim botânico, onde você poderá apreciar diversas espécies da região e aproveitar para dar mais uma caminhada no meio da natureza. Já o Kaenae Overlook é um mirante onde você vê de um lado a fauna local, sempre verde e densa, e do outro uma vista aérea do povoado de Haleakala, beirando o mar.

Além disso, fizemos diversas paradas em mirantes, pontes de pista única e infinitas cachoeiras que beiravam a estrada por todo o percurso. E como a chuva é sempre presente, com certeza você encontrará pelo menos um arco-íris no meio do caminho – e se tiver sorte, também arco-íris duplos ou triplos...

No jantar fomos no Sale Pepe, um restaurante italiano delicioso em Lahaina que fechou o dia com chave de ouro.




Day 2 – Haleakala e Luau


Nosso segundo dia em Maui começou beeem cedo, às 4h da manhã. Aproveitamos que ainda estávamos com a vantagem do fuso horário para ver o nascer do sol do vulcão Haleakala. De Kaanapali, onde ficava nosso hotel, até o topo do Haleakala, demoramos aproximadamente 2 horas e chegamos lá por volta das 6h da manhã, que era o horário do nascer do sol naquele dia. O dia estava bem nublado e com certeza não foi o nascer do sol mais bonito que aquele lugar podia oferecer, mas de qualquer forma valeu a pena ver o sol nascendo acima das nuvens! Como o cume do vulcão está a 3 mil metros de altura, faz bastante frio de manhã (no dia em que fui fazia 8 graus!), portanto leve roupas quentes, cobertores ou toalhas para se abrigar. Vi até gente com o roupão do hotel lá em cima.



Depois que termina o espetáculo, você enxerga a cratera e entende a magia do lugar. As pessoas se dispersam, muitas vão fazer uma trilha, olhar a lojinha ou descer a estrada de bicicleta, que é o passeio mais tradicional de lá. Nós, entretanto, nos rendemos ao sono e decidimos descer a estrada sinuosa de carro, parando em alguns mirantes para apreciar a vista e a vegetação particular daquele lugar.

No período da tarde, após algumas horas de sono revigorantes, ficamos curtindo a praia de Kaanapali e à noite fomos conhecer o famoso Luau Havaiano, que nada mais é do que um espetáculo de dança, música e comida típicos. Não tenha a ilusão que você irá chegar em uma praia, sentar na areia e ouvir alguém tocando violão! O que você irá encontrar é um show com tambores, fogo, cultura, e claro, a dança ula ula. Escolhemos o do Hotel Hyatt, em Kaanapali, mas tem inúmeros outros bem tradicionais, como o Old Lahaina. Faça reservas e compre seu bilhete com antecedência, pois os luaus são bastante concorridos e você não vai querer sair da ilha sem poder dizer que foi em um!


Day 3 – West Maui

O terceiro e último dia de Maui foi de praia e piscina. Fomos conhecer as praias da costa oeste Napili e Kapalua, que ficavam perto de Kaanapali. Ambas são boas para fazer snorkel e possuem cores de água de tirar o fôlego. Depois de almoçar no Bubba Gump Shrimp em Lahaina (onde há vários restaurantes à beira mar), nos despedimos de Maui e partimos para nosso próximo destino.



segunda-feira, 6 de julho de 2015

Muito mais que praia, onda e surf

Nunca havia feito planos de ir para o Havaí. Não que eu não tivesse vontade de ir pra lá, mas posso dizer que nem estava na minha infinita wish lista de próximas viagens. Conhecia muito pouco, graças a um amigo que conheci um ano antes e que havia morado lá por alguns anos.
E eis de repente, comecei a namorar e uma semana depois surgiu um convite irrecusável de passar duas semanas nas ilhas do Havaí. Minha viagem foi decidida com uma semana de antecedência e não houve qualquer tipo de planejamento prévio, nem mesmo uma leitura sobre os pontos turísticos.

Mas confesso que foi uma surpresa muito boa, e fazer uma viagem sem saber para onde eu estava indo, confiando totalmente no plano de outra pessoa foi libertador para a minha mania de controlar tudo o que está acontecendo e de ser sempre super planejada.

Em primeiro lugar, o Havaí e muito mais que praia, onda e surf. Para quem nunca tinha pesquisado nada sobre esse paraíso antes, foi impressionante saber que o estado possui diversos vulcões ativos, uma vegetação impressionante até pra quem não consegue nem cuidar de uma planta e também outros passeios espetaculares como trilhas, mirantes, mergulhos, etc.



A segunda coisa que descobri é que o Havaí é muito mais longe do que eu imaginava. São 6 horas de viagem saindo de Los Angeles no sentido sudoeste, e fica mais perto da costa mexicana do que da americana. Além disso, são 7 fusos a menos que no Brasil, o que é praticamente na metade do caminho entre a costa leste americana e o Japão.

Outro ponto interessante é que o Havaí é composto por 6 ilhas principais e outras menores, e nessa viagem eu visitei quatro delas. Cada ilha é bem diferente da outra e é praticamente impossível escolher qual é a melhor. Todas têm as suas particularidades e principais atrativos, em cada uma delas a geografia, vegetação e cor do mar são diferentes. Por isso, se você for até lá, meu conselho é que você não fique só em Honolulu. Nosso roteiro incluiu 3 dias nas ilhas de Maui, Big Island e Kawai e no meu caso, somente um dia em Oahu (onde fica Honolulu). Mas há pontos turísticos pra ficar pelo menos uma semana em cada uma delas e em todas me deu vontade de ficar mais tempo!

Para se locomover entre uma ilha e outra, o melhor transporte é o avião. A Hawaiian Airlines oferece praticamente uma ponte aérea entre cada uma das ilhas e os voos duram no máximo meia hora. Porém, não há tantas opções de voo entre as ilhas menos conhecidas, e para ir de Maui para Big Island e de Big Island para Kawai tivemos que fazer conexão em Honolulu.


Dentro das ilhas, o melhor mesmo é alugar um carro. Apesar do Havaí estar bem longe dos Estados Unidos, é como qualquer outro estado americano, ou seja, estradas de excelente qualidade e pouca opção de transporte público. Além disso, tudo é longe, o que praticamente nos obriga a se locomover de carro.

Quase tudo isso fui descobrir durante o voo de ida, quando comprei um Guia da Fodor’s que me fez sentir um pouco menos ignorante sobre o lugar para onde eu estava indo. Outra fonte de consulta que descobrimos e que baseamos muito nosso roteiro foi o Blog Uma Malla pelo Mundo (luciamalla.com/blog/hawaii) que possui vários roteiros em cada ilha pra quem fica 2 ou 4 dias. Este blog foi absolutamente necessário e enriquecedor para nossa viagem e eu super recomendo! Os posts são bem detalhados, com dicas muito úteis, mapas com os roteiros indicados e uma opinião bem pessoal da Lucia Malla sobre cada lugar, que na maioria das vezes bateu com a minha!
Agora que eu já introduzi a nossa viagem, deixo vocês com os posts específicos de cada ilha.


Aloha!



domingo, 14 de junho de 2015

Passeios imperdíveis em São Paulo

Passeios imperdíveis em São Paulo

Por todas as viagens que já fiz, tenho muitos amigos estrangeiros que sempre que vêm ao Brasil eu faço questão de levar pra passear em São Paulo. Cada vez que isso acontece, novamente fico pensando em onde levá-los, considerando a época do ano, o que o turista gosta de fazer e o que está acontecendo na cidade.

Por isso, resolvi listar o que eu mais curto em São Paulo, para que sirva para todos que moram aqui e querem conhecer um pouquinho mais da cidade e também para que eu não fique pensando a cada vez no que fazer com meus amigos gringos.




Principais Museus

Claro que comparar os museus brasileiros com os europeus não faz sentido, mas ultimamente São Paulo têm sido palco de excelentes exposições, como a dos 3 pintores espanhóis esse ano (Dalí, Picasso e Miró). Geralmente essas exposições costumam acontecer no Instituto Tomie Othake (www.institutotomieohtake.org.br), em Pinheiros, o Centro Cultural Banco do Brasil (culturabancodobrasil.com.br), no Centro, ou ainda no Museu da Imagem e do Som (mis-sp.org.br), que também apresenta exposições mais extravagantes, como a do David Bowie, em 2014 e a de Fotografia e Propaganda em 2015.

Mas para mim, os museus imperdíveis de São Paulo, daqueles que não existem igual em outro lugar, são o Museu do Futebol (museudofutebol.org.br)e o Museu da Língua Portuguesa (museudalinguaportuguesa.org.br). O Museu do Futebol é totalmente interativo, e até quem não gosta de futebol irá se divertir lá. Para os gringos que veem o Brasil como o País do Futebol, é um “must go”. Já o Museu da Língua Portuguesa, com sua surpreendente Praça da Língua (uma espécie de planetário de letras e sons com narração dos principais escritores, atores e cantores brasileiros), não é tão difundido para os estrangeiros, uma vez que só faz sentido visitá-lo se você fala português.

Se estiver na região da Luz, aproveite para conhecer a Estação da Luz, com seu edifício majestoso e a Pinacoteca (pinacoteca.org.br), que além de suas exposições permanentes e temporárias, possui também lindas instalações e um jardim maravilhoso. Bem pertinho dali, também se encontra a famosa Sala São Paulo que tem concertos de orquestras sinfônicas todos os fins de semana, inclusive durante a tarde e a preços acessíveis.

   


Depois de tanta diversidade, os museus tradicionais MASP (masp.art.br), MAM (mam.org.br) e MAC (mac.usp.br) se tornam secundários, apesar de toda sua história e tradicionalidade. O Museu de Arte de São Paulo - MASP, com seu famoso vão livre, pode ser visitado em conjunto com um passeio pela Avenida Paulista, que possui muitos cafés, edifícios simbólicos, feirinhas de artesanato e gente de todos os tipos e formatos. Da mesma forma, é uma delícia caminhar pelo Parque Ibirapuera (parqueibirapuera.org) e aproveitar para conhecer o Museu de Arte Moderna – MAM com sua sempre-presente escultura de aranha gigante além do Museu de Arte Contemporânea – MAC, que ganhou uma nova casa bem em frente ao parque, no imponente prédio projetado por Oscar Niemeyer.

   


Se você tiver mais tempo ainda, conheça o Museu do Ipiranga (mp.usp.br), que na minha opinião, vale mais pelo jardim e pela mansão amarela vista de fora do que pelo museu no interior. Hoje fechado para obras, este museu possui como principal obra a pintura “Independência ou Morte”, com a cena de D. Pedro I proclamando a independência do Brasil em seu cavalo, às margens do Rio Ipiranga.




Explorando o Centro

O Centro de São Paulo, apesar de sujo e em muitos casos mal cuidado, possui edifícios lindos e antigos que devem ser visualizados com calma, para não perder nenhum detalhe. A Catedral da Sé e o Teatro Municipal são os mais famosos, e devem ser visitados por dentro, seja em uma missa ou em uma ópera ou peça de teatro. Mas também é possível visitar por fora, por dentro e por cima, o Edifício Martinelli e a Torre do Banespa. 


Se estiver no Centro, aproveite para almoçar no Mercado Municipal (oportaldomercadao.com.br) e comer o famoso pastel de bacalhau ou o enorme sanduíche de mortadela, com aproximadamente 20 camadas de recheio! Sugiro o restaurante Hocca Bar no mezanino, onde você poderá ter uma vista privilegiada das barracas e vitrais do mercado depois de ficar muito tempo na fila e ganhar uma séria batalha por uma mesa. Vá de metrô e caminhe a pé até o mercado, pois o estacionamento também é um grande desafio. Mesmo assim, é daqueles programas de índio que valem a pena conhecer e além disso você aproveita para conhecer (e provar) diversas frutas exóticas, queijos, pimentas e condimentos em todos os corredores.




Passeios Gastronômicos

São Paulo é muito mais famosa por seus restaurantes do que por qualquer outro motivo. E dentre os principais cardápios que merecem ser degustados estão as comidas italiana, japonesa e a própria comida brasileira, com suas versões churrascaria, comida mineira e de boteco.

O bairro do Bixiga é o principal reduto da comida italiana, e lá você poderá escolher uma das dezenas de cantinas e apreciar uma boa massa. Recomendo a cantina Esperanza, que além de massas, também faz uma pizza deliciosa. Por falar nisso, aproveite para conhecer uma das 6000 pizzarias de São Paulo em diversos bairros da cidade, como na Quintal do Braz, na Vila Mariana, Maremonti, nos Jardins, ou La Gloria, em Moema, que também contam com agradáveis ambientes. Outro restaurante tradicional e mandatório é o Famiglia Mancini. Lá o prato é tão grande e tão apetitoso que você vai se empanturrar de tanto comer. E claro, em todos esses casos o vinho acompanha sempre!

Se você preferir um jantar requintado e com vista privilegiada da cidade, vá ao Terraço Italia, no Centro (o bar é uma ótima opção pra quem quer curtir a vista em um ambiente mais informal e sem gastar tanto) ou ao Skye, que fica no terraço do Hotel Unique, aquele que tem a forma de uma melancia. Se não quiser jantar lá, tome apenas uns drinks no lounge e depois siga para outro destino gastronômico ou de lazer.

Na categoria comida japonesa, o melhor lugar é o bairro da Liberdade, que tem inúmeros restaurantes de todos os níveis, e ainda você pode passear pelas lojinhas japonesas e pela feirinha de artesanato no domingo. Gosto bastante do Sushi Lika, na Rua dos Estudantes, e do Takô, na Rua da Glória. Já na categoria rodízio, recomendo o Aoyama, que tem várias unidades no Itaim, Moema, Higienópolis e Jardins.

Se você prefere comida brasileira, a melhor opção é a comida mineira, farta em qualidade e em quantidade! Um dos mais tradicionais da cidade é o Consulado Mineiro. Depois de tanta comida, vá fazer a digestão dando um passeio na Praça Benedito Calixto e curtindo a ferinha de antiguidades e o público alternativo do local. Para os turistas estrangeiros, é obrigatório levá-los em uma churrascaria para que eles conheçam nosso esquema de rodízio. A mais tradicional do Brasil é a Fogo de Chão, mas prepare-se para abrir a carteira (e o estômago).

No quesito Boteco, confira as indicações do Boteco Bohemia, e todos os restaurantes que ganharam o prêmio do ano. Nesse caso, o que a comida peca de saudável, esbanja de saborosa. Coxinhas, bolinho de feijoada, pastel, torresmo... tudo o que a gente tem direito de vez em quando tem lá. Eu sou suspeita, mas meu preferido é o Veloso (velosobar.com.br) que tem a melhor coxinha de frango com catupiry de São Paulo e compensa o crime.

Depois de toda essa comilança, o jeito é levar o turista pra queimar as calorias em uma caminhada no parque (tem também o Parque do Povo e o Parque Vila Lobos que são uma delícia), no Jardim Botânico (que é lindo e pouca gente conhece), ou ainda curtir um samba em um bar da Vila Madalena (Bar Samba e Ó do Borogodó são meus favoritos!). Se for na época de carnaval tem também os ensaios de escola de samba, super diferentes pra quem vem de fora (o da Rosas de Ouro é o mais famoso entre os mauricinhos e patricinhas). E ainda, se for domingo, é possível alugar uma bicicleta e andar pela Ciclofaixa, que passa por vários pontos turísticos interessantes, como o Centro, a Avenida Paulista e diversos parques, além de ser uma forma divertida e diferente de conhecer a cidade! Espero que você curta!!!




Principais links:
cidadedesaopaulo.com

http://guia.folha.uol.com.br/passeios/2014/06/1469211-guia-selecionou-31-opcoes-imperdiveis-para-comecar-a-entender-sp.shtml


http://vejasp.abril.com.br/infograficos/sao-paulo-460-anos

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Keep Calm and Love Pipa

Pra conhecer Pipa tem que ficar em Pipa. Já tinha passado por lá fazendo um day tour desde Natal, mas não tinha ideia de como era a cidade. E se você ainda não descobriu Pipa, não perca tempo, pois os argentinos já descobriram. Em toda loja, praia ou restaurante você encontrará pelo menos um hermano, que também já deixou seu país de origem para viver nesse paraíso.

Pipa é bem diferente de Gostoso, mas é impossível escolher qual é melhor. Aqui, há mais agito, baladas, inúmeras lojas de roupas e acessórios, restaurantes espetaculares e turistas de diversas nacionalidades. A natureza também é bem diversificada, e passamos por dunas, falésias, rios, mangues, e claro, parques eólicos e kitesurfs por toda a parte. 

Portanto, aproveite o clima do nordeste e passe uns dias por lá. Keep Calm and Love Pipa. Você não vai se arrepender...

Day 6Depois de muito perrengue, enfim chegamos na praia de Pipa!



No nosso primeiro dia em Pipa tivemos que voltar até Natal para sacar dinheiro, pois o caixa eletrônico 24 horas foi desativado e hoje só existe um caixa do Banco do Brasil na cidade. Mas aproveitamos para ir durante a manhã, quando ainda chovia, e depois desse castigo fomos presenteadas com 4 lindos dias de sol até o final da nossa viagem.

Praia do Amor

À tarde fomos para a Praia do Amor, a mais famosa de lá, com suas escadarias para descer as falésias até a praia (e ficar sem fôlego para subir!) e a grande quantidade de pedras na praia. A maior delas foi a que deu origem ao nome de Pipa, pois quando os portugueses a avistaram do navio, pensaram que se tratava de um barril devido ao formato da pedra. Deviam estar com muita vontade de beber vinho mesmo para achar que tinha um barril dando sopa em plena praia!

Pedra que deu origem ao nome de Pipa


Day 7Hoje a praia escolhida é a do Madeiro, linda e deliciosa



No segundo dia fomos para a segunda praia mais badalada de Pipa, a Praia do Madeiro. Com ondas bem mais tranquilas que a Praia do Amor, é a praia mais gostosa, também com falésias, pedras e coqueiros presentes em toda a região, o que deixa qualquer praia linda de morrer. Nesse caso, a cerejinha do bolo é a presença constante dos golfinhos a poucos metros da praia, um espetáculo da natureza. Muitos turistas vão de barco ou caiaque até pouco depois da rebentação das ondas para ver mais de perto essas fofuras.


Vista da Praia da Cacimbinha

Na volta paramos no Mirante da Praia da Cacimbinha, cujas falésias são tão altas que só é possível chegar na praia de barco ou caminhando desde a Praia do Madeiro. E pra terminar o dia sem perder o costume, fomos ver o pôr-do-sol no restaurante Cavalo de Fogo em Tibau do Sul, com comida boa, ambiente super agradável e aconchegante e uma vista maravilhosa. 


Day 8Minha vista durante o dia foi assim...



Nesse dia fizemos outro passeio de buggy, dessa vez para o litoral sul do estado, chegando até a divisa com o estado da Paraíba. As principais paradas foram o Chapadão, enormes falésias com vista para a Praia de Pipa e Praia do Moleque; Sibaúma; Barra do Cunhaú, onde atravessamos de balsa pelo lindo e verdíssimo Rio Curimataú; Baía Formosa, que de tão formosa já foi cenário de novela; Lagoa da Coca-Cola, com esse nome porque parece que você está tomando banho de coca-cola mesmo; e Sagi.

Lagoa da Coca-cola

O cenário é estonteante e diversificado durante todo o percurso, com rios, dunas, falésias, mangues, coqueiros, plantações de cana-de-açúcar e fazendas de camarão... um exemplo da natureza potiguar. Na parada para o almoço em Sagi, comemos lagosta no abacaxi em um delicioso restaurante à beira-mar com direito a degustação de cachaças para abrir o apetite.


Day 9Chegamos de quadriciclo até a Lagoa de Arituba! 



Depois do passeio de buggy, faltava explorar somente a região de Tibau do Sul, e pra variar um pouco preferimos ir de quadriciclo. O passeio sai de Pipa e vai até Tibau do Sul, onde pegamos uma balsa para o outro lado da península e fomos pela praia até a Lagoa de Arituba. A lagoa em si é bonita, mas não é nada demais, muito turística pro meu gosto. Mas o passeio pelas praias é maravilhoso, com um trecho de pura emoção dirigindo o quadriciclo pelas dunas! Como disseram os cariocas que nos acompanharam no passeio, foi maneiríssimo!!! À tarde, voltamos para a Praia do Amor e fomos ver o último pôr-do-sol no Mirante de Pipa, uma pousada no alto das falésias com vista para todas as praias e, claro, com muitas escadas para escalar. Mas mais uma vez, valeu a pena todo o esforço.


Day 10Uma piscininha pra me despedir de Pipa, snif.



Chegou a hora de ir embora... e no nosso último dia, fizemos uma caminhada pelas praias, passando pela do Praia do Centro e Baía dos Golfinhos até chegar no Madeiro. Parada na Baia dos Golfinhos para apreciar novamente aquelas fofuras nadando do nosso lado, sem medo dos humanos. Quem disse que precisamos ir até o Caribe e gastar mais de 200 dólares para nadar com os golfinhos por 15 minutos, que foram maltratados durante o adestramento? Em Pipa você nada com esses bichinhos no seu habitat natural...

E para nos despedir de Pipa, algumas horinhas mais na Praia do Madeiro e um mergulho na piscina do Solar de Pipa para tirar a água salgada! Na volta até o aeroporto, quase 2 horas até chegar em São Gonçalo do Amarante, que como todos os habitantes de Pipa disseram, ficou mais longe... 




Restaurantes, Pousadas e Sites de Interesse em Pipa:

  • Solar de Pipa: Condomínio com apartamentos de 50 ou 80m (duplex), piscina deliciosa e perto do centro. solardepipa.com.br  
  • Preciosa Gelateria: O melhor sorvete da cidade, cada dia 16 sabores diferentes só pra você querer ir todo dia! preciosagelateria.com.br
  • Tapas: Restaurante espanhol imperdível que abre só de terça a sábado, portanto planeje-se para não perder. pipa.com.br/tapas 
  • Água na Boca: No nosso primeiro dia, comemos nesse restaurante, com direito a MPB ao vivo. Comida boa e ambiente agradável. pipa.com.br/aguanaboca


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

São Miguel é... Gostoso!

São Miguel do Gostoso é como o próprio nome diz: um lugar gostoso para passear, daqueles que dá vontade de voltar... E pelo que eu vi por lá, muita gente fez isso mesmo!

É impressionante a quantidade de “forasteiros”, como eles mesmos se denominam, que largaram tudo em suas cidades para morar ali. Arquitetos, biólogos, advogados, chefs de cozinha, gente que foi pra passear e foi ficando... até que um dia resolveram mudar de vez pra lá, trocar a loucura do sul ou sudeste por uma vida mais simples e minimalista, sem o stress das grandes capitais. E a galera é super unida, como um grupo de estrangeiros em um país diferente que faz tudo junto. E que não quer voltar para as suas cidades-natal...

A cidade é ainda bem rústica, de aproximadamente 10 mil habitantes que passam o dia de chinelo e bermuda o ano inteiro. Apesar de ser uma cidade turística, ainda não é um destino invadido pelas grandes operadoras e o turismo se mantém basicamente pelos amantes do kitesurf, que passam temporadas ali, e de outros aventureiros que preferem uma viagem tranquila, a ter que dividir o mar com milhares de outros turistas. E é exatamente esse o motivo que faz com que as pessoas que passam por lá se sintam em casa.

A culinária, porém, é excelente, e a cidade possui diversos restaurantes de alta qualidade e preço razoável, com o padrão das grandes capitais. Muitos restaurantes de Gostoso ainda não aceitam cartões de crédito, e o único caixa eletrônico da cidade é do Banco do Brasil (o do Bradesco que existia antigamente foi desativado depois da segunda vez que foi explodido pelos ladrões). Portanto leve dinheiro para comer e passear! Quase não há lojinhas para fazer compras e para comprar uma escova de cabelo tive que passar por três supermercados e duas farmácias até encontrar.

Todos me perguntam o porquê do nome São Miguel do Gostoso... primeiro porque a cidade foi fundada no dia de São Miguel. E depois porque um antigo morador da cidade costumava receber muitas pessoas em sua casa, e contava muitas histórias acompanhadas de uma risada gostosa, por isso ficou conhecido por “Seu Gostoso”. Logo o município foi denominado São Miguel do Gostoso.

E essa característica do Seu Gostoso se perpetua por todos os habitantes da cidade. Em cada loja ou restaurante que entrávamos, todos nos contavam as histórias da cidade, e como eu e minha amiga quase não gostamos de conversar, acabamos saindo de lá conhecendo a história de todos que vivem lá!

Um pouco pelo fato de não termos aproveitado muito a praia por causa da chuva, mais um pouco por termos ido na baixa temporada, e muito mais ainda por termos sentido que a cidade nos acolheu de todas as formas, sem saber explicar bem o porquê, tenho certeza que essa não foi minha última viagem a São Miguel do Gostoso e já fico pensando em aproveitar qualquer feriado pra voltar pra lá!

Day 1: Caminhada na praia pra queimar a macaxeira



Chegamos em Natal e fomos de carro até São Miguel do Gostoso. Do aeroporto de Natal em São Gonçalo do Amarante são 100 km até São Miguel, e como a estrada está boa dá pra fazer em pouco mais de uma hora.

Logo após nossa chegada, debaixo de chuva, resolvemos caminhar pelas praias de São Miguel, desde a Praia do Maceió, onde estava nossa pousada, passando pela Praia da Xêpa (onde estão a maioria dos restaurantes da cidade), do Cardeiro e do Santo Cristo, onde ficam as escolas de kitesurf. Lembrando que essa região é literalmente “onde o vento faz a curva”, na esquina do Brasil, portanto o que você mais verá por lá são parques eólicos e kite-surfistas de todas as nacionalidades. O vento é tanto que até andar na praia é mais difícil, as rajadas chegam a doer e você volta da caminhada parecendo um bife à milanesa.

Como era baixa temporada, as praias estavam bem vazias, e durante as caminhadas víamos apenas praias desertas, com exceção de um pescador ou um kitesurf de vez em quando... 
Ficamos no Chalé da Moringa ou, para os nativos, a “Pousada de André”, que largou seu emprego em Curitiba e foi pra lá plantar melão, abrir uma pousada e um restaurante-balada chamado Espaço Mix.

Day 2: O que fazer além de relaxar na rede quando o dia amanhece chuvoso?



O dia amanheceu chovendo de novo, e aproveitamos para fazer mais uma caminhada pelas praias, embaixo de chuva mesmo, descansar e conhecer o centro de Gostoso. Nesse dia, também fomos até a famosa praia de Tourinhos, a 8km de Gostoso, para ver o pôr-do-sol, mas o máximo que conseguimos foi ver um arco-íris que apareceu depois que a chuva cessou.

Day 3Finalmente o sol resolveu aparecer! 



Finalmente o sol apareceu, e aproveitamos o tempo bom para conhecer os parrachos da Praia de Perobas, município de Touros, a 30km de Gostoso. No caminho, aproveitamos para dar uma paradinha na Praia da Lagoa do Sal, muito atentas para enxergar a pequena placa que indica a entrada, depois dos coqueiros, do lado esquerdo da rodovia.

Os Parrachos de Perobas são como os famosos de Maracajaú, que fica um pouco mais ao sul do estado, porém o turismo ainda não cresceu tão fortemente quanto lá. Mas o passeio é o mesmo: você toma um barco desde a praia de Perobas até o meio do mar, onde a água não passa do seu joelho e os peixes e outras espécies marítimas se escondem entre os corais. No dia em que estive lá, o mar estava bastante agitado, e a maré tão baixa que o barco quase não passava pelos corais. No caminho, passamos por um farol no meio do mar, lindo como todos de lá. Não resisti e fiz o meu primeiro “selfie com o farol”. Como Perobas ainda não fica tão cheio, é mais fácil para mergulhar com snorkel do que na vizinha Maracajaú, onde os peixes se assustam e fogem com tanta gente. Mas, na minha opinião de mergulhadora, não dava pra ver tanta vida, apenas um peixe aqui e outro ali, algumas lesmas do mar, e com muito custo consegui encontrar uma lagosta escondida debaixo dos corais. Mesmo assim, o passeio valeu a pena.


Na volta, passamos pelo Marco Zero da BR-101, que vai do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, passando por toda a costa brasileira nos seus 4542 km; pelo Farol do Calcanhar, o maior do Brasil com 62m e 298 degraus (infelizmente não pudemos subir pois a área é fechada pela Marinha Brasileira e só abre aos domingos); e fechamos o dia com o pôr-do-sol na Praia do Cajueiro.

Day 4Passeio de bugue até a praia de Galinhos



Mais um dia de sol, e dessa vez o destino foi o litoral norte do estado, com um passeio de buggy até Galinhos, a 80km de Gostoso. O passeio foi sensacional, e como a maré ainda estava baixa conseguimos andar todo o percurso pela praia! Durante o trajeto passamos por falésias, dunas móveis e petrificadas, praias desertas ou de pescadores, faróis e inúmeros parques eólicos. O visual é de tirar o fôlego e as praias mais famosas são as de Tourinhos, Praia do Marco, Enxu Queimado, Caiçara do Norte, Galos e finalmente Galinhos.

Destaque para o Marco do Descobrimento, onde os potiguares juram que foi lá que Pedro Álvares Cabral pisou pela primeira vez no território brasileiro; Farol de Santo Alberto e Farol de Galinhos (com direito a mais alguns selfies!); dunas e lagoas de Galos e para o pôr-do-sol de pirulito, o mais lindo de toda a viagem na praia de Tourinhos. Dessa vez valeu a pena esperar!



À noite, aproveitamos para conhecer a “night” de Gostoso, em um Forró Nativo com a banda local da Olga, figura local importantíssima que já participou até do Ídolos e, segundo eles, arrasta a todos para onde toca. E claro que como boas turistas e tietes, saímos de lá com a panturrilha doendo de tanto dançar e com uma foto com a famosa Olga!

Day 5: Parada em Punaú a caminho de Pipa



Hora de nos despedir de Gostoso com destino a Pipa. No caminho paramos na Praia de Zumbi e em Punaú, um restaurante na beira do encontro do Rio Punaú com o mar. De lá podemos nadar no rio e fazer caminhadas pela praia ou pelas dunas. No final da tarde, mais 3 horas de viagem até Pipa, que foram ampliadas pela volta que demos na região metropolitana de Natal e pela chuva que nos acompanhou na maior parte da viagem.


Restaurantes, Pousadas e Sites de Interesse em Gostoso:


  • Espaço Mix: Especializada em pizzas e deliciosas batatas recheadas, às vezes ainda rola uma musiquinha com DJ ou banda regional.  batatariaspacomix.blogspot.com.br
  • Bar do Tico: Com certeza a melhor relação custo-benefício da região, comida gostosa e barata e ainda de frente para a Praia do Cardeiro, no ponto de encontro dos kites. O caldo de arraia é espetacular! saomigueldogostoso.com/portugues/comida_ficha.php?id=8

Enjoy Rio Grande do Norte!

Minhas férias desse ano foram definidas com um mês de antecedência, ao contrário do que minha mente planejada pede. Por este motivo, eu e minha amiga resolvemos fazer um roteiro simples e barato, com apenas duas cidades-base: Pipa e São Miguel do Gostoso. Emitimos as passagens com milhas, ficamos em apartamentos de amigos nos dois lugares (com desconto amigo) e alugamos um carro para poder nos levar a uma praia diferente por dia.

O objetivo era relaxar, fazer caminhadas e aproveitar ao máximo, já que economizamos bastante com a passagem e a hospedagem. Por isso não economizamos nos passeios e nem nos restaurantes. Ao todo foram 2 passeios de buggy, um de quadriciclo e um de barco durante 10 dias, além de vários quilos a mais que com certeza demoraremos mais que 10 dias para perder. 

Ao final da viagem, acabamos conhecendo a costa do Rio Grande do Norte inteiro, da fronteira com a Paraíba até quase a fronteira com o Ceará, com exceção de Natal, que eu e minha amiga já conhecíamos.

Logo no início da viagem, já descobrimos a rixa entre São Miguel e Pipa, e o aeroporto de Natal é uma das evidências: o aeroporto anterior, Augusto Severo, que ficava mais perto de Pipa, foi substituído pelo Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, que fica mais perto de São Miguel. Tirando o fato de que é um absurdo inutilizar um aeroporto inteiro por causa da Copa do Mundo, ao invés de fazer uma reforma no antigo, e que esta construção deve ter sido uma das campeãs de desvio de dinheiro público, o fato é que ouvimos do início ao fim da nossa viagem os gostosenses agradecendo a troca de aeroporto, pois trouxe muito mais turismo para a cidade, e os “pipenses” reclamando que o novo aeroporto ficou mais longe!

Postei no Instagram uma foto por cada dia da viagem, com um resumo do que fizemos no dia, e irei me basear nessas fotos para escrever o post abaixo: Do Dia 1 ao Dia 4 em São Miguel do Gostoso, e do Dia 5 ao Dia 10 em Pipa! Enjoy Rio Grande do Norte!



























Da natureza nada se tira a não ser fotografias, nada se leva a não ser recordações e nada se deixa a não ser saudades...