segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Enjoy Rio Grande do Norte!

Minhas férias desse ano foram definidas com um mês de antecedência, ao contrário do que minha mente planejada pede. Por este motivo, eu e minha amiga resolvemos fazer um roteiro simples e barato, com apenas duas cidades-base: Pipa e São Miguel do Gostoso. Emitimos as passagens com milhas, ficamos em apartamentos de amigos nos dois lugares (com desconto amigo) e alugamos um carro para poder nos levar a uma praia diferente por dia.

O objetivo era relaxar, fazer caminhadas e aproveitar ao máximo, já que economizamos bastante com a passagem e a hospedagem. Por isso não economizamos nos passeios e nem nos restaurantes. Ao todo foram 2 passeios de buggy, um de quadriciclo e um de barco durante 10 dias, além de vários quilos a mais que com certeza demoraremos mais que 10 dias para perder. 

Ao final da viagem, acabamos conhecendo a costa do Rio Grande do Norte inteiro, da fronteira com a Paraíba até quase a fronteira com o Ceará, com exceção de Natal, que eu e minha amiga já conhecíamos.

Logo no início da viagem, já descobrimos a rixa entre São Miguel e Pipa, e o aeroporto de Natal é uma das evidências: o aeroporto anterior, Augusto Severo, que ficava mais perto de Pipa, foi substituído pelo Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, que fica mais perto de São Miguel. Tirando o fato de que é um absurdo inutilizar um aeroporto inteiro por causa da Copa do Mundo, ao invés de fazer uma reforma no antigo, e que esta construção deve ter sido uma das campeãs de desvio de dinheiro público, o fato é que ouvimos do início ao fim da nossa viagem os gostosenses agradecendo a troca de aeroporto, pois trouxe muito mais turismo para a cidade, e os “pipenses” reclamando que o novo aeroporto ficou mais longe!

Postei no Instagram uma foto por cada dia da viagem, com um resumo do que fizemos no dia, e irei me basear nessas fotos para escrever o post abaixo: Do Dia 1 ao Dia 4 em São Miguel do Gostoso, e do Dia 5 ao Dia 10 em Pipa! Enjoy Rio Grande do Norte!



























Da natureza nada se tira a não ser fotografias, nada se leva a não ser recordações e nada se deixa a não ser saudades...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Let’s vamos pra Chapada Diamantina

Para mim, uma viagem não acontece somente no momento em que você vai para outro lugar. Ela começa antes do embarque, durante o planejamento da data, do roteiro e das atrações que eu irei visitar; passa pelos preparativos, a compra de itens que irei utilizar e a arrumação da mala; e vai até depois do retorno, quando seleciono minhas melhores fotos para imprimir ou fazer um fotolivro, publico aos amigos e escrevo no meu blog. 😀

Mas dessa vez, minha viagem à Chapada da Diamantina começou apenas quando pisei na Bahia e saí andando atrás de um guia. Antes disso, o planejamento se resumiu em ligar na agência Venturas (www.venturas.com.br), que escolhi por ser considerada a melhor agência de Turismo de Aventura pela Revista Viagem & Turismo, comprar o pacote no mesmo dia e emitir o trecho São Paulo – Salvador com milhas. Quanto aos preparativos, também diferentemente das viagens anteriores, só fui arrumar minha mala um dia antes do embarque, ainda assim usando a “colinha” que a agência tinha mandado com as dicas do que levar.



Minha meta principal nessas férias, de descansar a cabeça e cansar as pernas foi 200% atingida! E acredito que nesse destino, a melhor escolha é contratar um pacote, pois praticamente todos os passeios precisam de guia e carro pra se locomover, e caso você não tenha muito tempo, vai acabar não aproveitando da melhor forma se contratar os passeios individualmente quando chegar lá. Além disso, como viajei sozinha, o pacote em grupo teve um objetivo adicional de conhecer gente nova, o que não é muito difícil para uma tagarela como eu. Para quem quiser conhecer a Chapada antes da viagem, confiram em www.guiachapadadiamantina.com.br (download em iPad e Android).

O roteiro da “Volta ao Parque” é o mais indicado para quem nunca foi à Chapada. Ele alterna caminhadas com deslocamentos de carro, e as noites são passadas em 3 pousadas de cidades distintas: Lençóis, Vale do Capão e Xique-Xique de Igatu, também conhecida como Igachu-Pichu (nunca consegui entender a semelhança). Portanto, não é necessário acampar, o que pra mim é uma necessidade. 


Como chegar...


Para chegar na Chapada, você deve pegar um voo da Azul de Salvador a Lençóis, a cidade “Portal da Chapada” como eles costumam dizer. Há apenas 3 voos por semana para lá, às terças, quintas e domingos, e o aeroporto é bem primitivo. As malas são carregadas no braço até o salão e entregues pessoalmente aos que se identificam como donos. Esteira baiana, disse o guia, ao me receber depois da minha mala ser a última a chegar.


Onde ficar e comer...


Escolhi a Pousada Canto no Bosque (www.pousada-lencois.com.br), que apresentava a melhor relação custo-benefício. A princípio estranhei a localização, situada a 15 minutos dos principais restaurantes e lojinhas da cidade, numa caminhada sob forte poeira durante o percurso. Mas a equipe da pousada está sempre disposta a nos dar uma carona de carro até o centro, o que desqualifica o único ponto negativo da pousada. O café da manhã é servido no meio do bosque ao som do canto dos passarinhos e o atendimento faz você se sentir em casa.

Lençóis possui excelentes restaurantes, como o Cozinha Aberta, especializado em comida asiática; e os parceiros Lampião e Maria Bonita, dois restaurantes do mesmo dono em que ele é especializado em comida baiana e ela em comida italiana (a bruschetta de figo com queijo é de dar água na boca!). Além disso, depois de cada jantar, a sobremesa é garantida no Pavê e Comê da Dona Sonia, que prepara deliciosos sorvetes de vários andares com calda de chocolate.

Já as demais cidades são bem menores, mas nem chegamos a conhecer os restaurantes, já que o jantar na pousada estava incluído no pacote. Igatu possui apenas 374 habitantes, segundo o censo do Senhor Amarildo, um cidadão ilustre que escreve a mão todos os acontecimentos da cidade e vende seus livrinhos por R$ 20. A placa de “Entre aqui e compre alguma coisa” pendurada na porta já diz tudo. 

Ficamos na Pousada Pedras de Igatu (pedrasdeigatu.blogspot.com.br), simples e confortável. Já no Vale do Capão, ficamos na pousada mais charmosa de todo o passeio, a Pousada do Capão (www.pousadadocapao.com.br). A cama era deliciosa e as noites frias eram embaladas em uma deliciosa fogueira.

Os passeios

Os primeiros passeios não me emocionaram muito. No primeiro dia conhecemos o centro de Lençóis, que é bem bonitinho com suas casas coloridas, e o Serrano, uma cachoeira bem sem-graça e sem-água que só serviu apenas para fazermos um aquecimento para o que viria pela frente. 



No segundo dia, fomos para a Serra das Paridas, um sitio arqueológico que recebeu esse nome pelos desenhos nas paredes relatarem mulheres e parideiras, no momento crucial. Como sou daquelas pessoas 100% lógicas e sem muita imaginação para artes, não consegui enxergar nada mais que uma perereca onde os arqueólogos viram uma parideira... Sendo assim, gostei bem mais da vista que tínhamos de cima das rochas do que das pinturas. Saindo de lá, conhecemos a Cachoeira do Mosquito, que é bem bonitinha, mas devido à seca recente não tinha tanta abundância de água.

Só mesmo quando fomos para o Morro do Pai Inácio, um dos cartões postais da Chapada, é que comecei a curtir a viagem. A subida é íngreme, e a vista espetacular. Mas a cerejinha do bolo foi ouvir a Lenda do Pai Inácio, contada maravilhosamente bem pelo nosso guia, durante o pôr do sol. Vale a pena sentar e relaxar um tempinho por lá para apreciar a paisagem! 



Aliás, nosso guia Tiago é a melhor personificação de um baiano: moreno, sarado e divertido. Contador de histórias como ele só, nunca sabíamos onde terminava a verdade e começava sua imaginação. Seus gritos de “Vambora geeeente” e “Let’s vamos?” ao final de cada paradinha para o descanso ficaram na minha mente por alguns dias depois do final da viagem.

O dia seguinte teve muitos quilômetros rodados de Toyota pelas estradas de terra, e pouca caminhada. Conhecemos a Caverna Torrinha, impressionante com seus 14 km abaixo da terra; a Gruta Azul (nada imperdível); o Pratinha, um rio que possui tirolesa, snorkel e banho, embora não tenhamos aproveitado nada disso, pois o guia nos advertiu que a água está contaminada pelos banheiros do local (eca!); e o Poço do Diabo, uma cachoeira deliciosa (e gelada, claro!) que fez muito bem o seu papel de nos refrescar no final do dia.

Mas os melhores passeios ainda estavam por vir... O quarto e quinto dia contaram com caminhadas longas, vistas sensacionais, paisagens de tirar o fôlego, subidas e descidas intermináveis e alturas que davam tontura até em quem não tinha medo. A trilha da Cachoeira da Fumaça, com 12 km (ida e volta), ao contrário do que eu imaginava, não impressiona tanto pela cachoeira em si, que se dissipa no meio dos 380m de altura virando fumaça. O que vale a pena mesmo é deitar de bruços naquela pranchinha de rocha, inclinada para o precipício, e admirar a vista lá das alturas. Como diria uma integrante do grupo, dava vontade de se jogar e sair voando de tão lindo!



Já a trilha Capão-Guiné possui 20 km de extensão, que percorremos tranquilamente em 9 horas, parando várias vezes para descansar, tirar fotos, relaxar e comer nosso lanche-trilha (composto de 2 sanduíches, 2 bolos, suco, fruta, chocolate e até um ovo cozido!). Nessa trilha, o maior atrativo são as paisagens, com destaque para o Vale do Pati. Nesse momento, acredito que a endorfina liberada pela caminhada nos faz apreciar ainda mais essa vista. As flores do cerrado, sempre minúsculas e coloridas, nos faz imaginar como é possível nascer uma orquídea no meio de uma pedra, com um tempo seco desses... e até o mato, iluminado pelo sol, nos proporciona uma linda visão de um campo dourado. A descida do final da trilha é emocionante, quando avistamos o carro que nos espera ao por do sol e percebemos que conseguimos completar todo o percurso!



Foi no penúltimo dia que conhecemos o lugar mais surreal, eleito por todos do grupo o melhor passeio da semana: a Cachoeira do Buracão. A princípio imaginávamos que encontraríamos apenas uma cachoeira dentro de um buraco, mais ou menos bonita que as anteriores. Mas o lugar não é apenas uma cachoeira... é um cânion, onde você vai nadando por um corredor e de repente encontra um salão enorme com uma cachoeira no final. Pra nadar até a cachoeira é preciso um pouco de fôlego, pois a água é tão forte que forma uma correnteza no sentido contrário. Como o nível de água estava baixo, também foi possível lagartear pelas pedras do cânion, e algumas pessoas também se aventuraram a voltar pelas pedras ao invés da água. Um lugar único e realmente impressionante!



Menos mal que este passeio foi um dos últimos, pois depois dele nada mais parecia ter graça. No último dia visitamos o Poço Encantado e o Poço Azul, que apesar de suas águas com azul cintilante, já não impressionavam tanto. Ainda bem que pudemos entrar na água no Poço Azul, proporcionando uma experiência diferente e que vale a pena.



O saldo no final da viagem foi de 4800 km de avião, 600 km de carro, 60 km de caminhada e aproximadamente 600 fotos... mas minha maior conquista, de perder meu medo de altura, esta realmente não tem preço.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Noronha, um pedaço do Paraíso...


Sei que essa frase ficou meio clichê, mas não consegui definir Fernando de Noronha de outra forma. O lugar por si só já vale a pena: praias lindas e limpas, natureza quase intacta, fauna particular, pessoas extremamente simpáticas e receptivas... mas no meu caso, a companhia foi a cerejinha do bolo, mais que especial! Viajei com a “turma do mergulho”, dois casais e mais dois solteiros como eu!

Ficamos 4 dias na ilha, e nesse período dá tempo de conhecer as principais atrações. Mas eu diria que uma semaninha por lá não seria de todo mal... Noronha é daqueles lugares que vc volta da viagem já querendo ir pra lá de novo!

Para chegar, os voos saem de Recife ou Natal, pela Gol ou Trip. A melhor forma de chegar na ilha saindo de São Paulo é com o voo da Gol, fazendo escala em Recife. Dá pra usar as milhas do Smiles até lá e, em baixa temporada, sai por 6.000 milhas! Pra quem consegue se planejar e pegar férias fora da alta estação essa é a melhor opção. Eu já não tive muita sorte, e como fui no feriado, já não havia mais muitos voos disponíveis. Fui de Tam até Recife e tive que dormir uma noite lá para só no dia seguinte pegar o voo da Trip até Noronha.



Se você for com pacote, o traslado do aeroporto à pousada faz uma parada no escritório do receptivo (no meu caso, o Atalaia), que é praticamente uma lavagem cerebral. Você assiste a um vídeo e sai de lá com todos os pacotes comprados: Ilhatour, Aquasub, Navi, Caminhada Histórica... Pra quem não tem muita experiência em viagem ou viaja sozinho, recomendo esses passeios, mas confesso que sempre prefiro fazer os passeios por conta própria, assim a gente conhece melhor os lugares, decide o que quer fazer, quanto tempo ficar, e o melhor de tudo, consegue planejar a viagem!

Quando comprei o pacote, me atualizei de todos os nomes dos passeios, pois apesar de estar indo com a excursão da escola de mergulho, não conhecia o grupo, e achei que cada um fosse fazer o seu próprio roteiro. Mas minha surpresa já começou quando chegamos no aeroporto e decidimos alugar 2 buggies para podermos andar pela ilha. Assim, acabamos ficando o tempo todo juntos. Apesar dos buggies serem bem velhinhos (alguns até sem freio!), é a melhor opção se você não quiser depender dos passeios, pois a ilha é grande e o transporte público é insuficiente. O mais difícil foi encontrar os 2 carros, por isso se você conseguir reservar antes de chegar lá poderá poupar esse tempo e conseguir um desconto. Pagamos R$ 120 a diária no feriado de 15 a 20 de novembro, mas no Ano Novo os preços podem chegar a R$ 500 a diária.

A ilha só tem um posto de gasolina, que custa bem caro: R$ 3,90 o litro! Mas mesmo andando por toda a ilha por 4 dias, não gastamos mais que R$ 40 por carro, o que compensa muito. Você vai ouvir de todos os guias de turismo que Noronha possui a segunda menor BR do Brasil, a BR-363, que corta a ilha desde o Porto até a praia de Sueste. Durante o caminho, você terá sempre presente o Morro do Pico, às vezes à esquerda, outras à direita, o que, somado ao fato de que o morro tem formas diferentes a cada ângulo que você olha, parece que são vários morros, mas garanto que é sempre o mesmo!!!



As pousadas de Noronha são bem simples e rústicas. Mas eu sinceramente adorei a Pousada Recanto (www.pousadarecanto.com.br), onde fiquei, bem localizada na Vila dos Remédios, com serviço atencioso e um bom café da manhã. Fiquei sozinha em um quarto com ar condicionado, chuveiro quente (praticamente desnecessário), frigobar, cômoda e TV. A diária, se contratada diretamente na pousada, custa em média R$ 160 para uma pessoa e R$ 260 para duas pessoas. Além disso, inclui também o serviço de transfer do aeroporto. Pra quem quer glamour, as melhores pousadas são a Pousada Zé Maria (www.pousadazemaria.com.br), que ganhou diversas vezes o prêmio de melhor pousada do Brasil pela Revista Viagem) e a Pousada Maravilha (www.pousadamaravilha.com.br), que vale a pena visitar somente para sonhar em se hospedar lá um dia.

Voltando aos passeios, o único pelo qual me interessei foi a Trilha do Atalaia, que vai até a praia do Atalaia. Essa praia pode receber no máximo 100 pessoas por dia, e não é permitido uso de protetor solar, para manter a preservação da água. O passeio completo dura 5 horas, e só é possível chegar lá com guia. Mas quando cheguei em Noronha, todos os passeios já estavam lotados até o dia da minha saída. Mais um motivo pra voltar pra lá.

Dos demais passeios, acho que os que mais compensam são o Ilhatour (se você não conseguir alugar um buggy), o passeio de barco na Baía dos Golfinhos (pois é praticamente garantido que você verá centenas de golfinhos) e o passeio na Baía de Sueste, que custa R$ 40 e dá direito a guia, colete e 100% de garantia de ver as tartarugas ou seu dinheiro de volta. Eu, como era noronhense de primeira viagem, apenas aluguei o colete e nadei incessantemente por 1 hora sem ver nenhum vestígio de tartaruga. Acho que agora já tenho motivos suficientes para voltar pra lá pelo menos mais umas duas vezes...

Mas vamos falar dos passeios que fiz. Foram dois mergulhos, os primeiros que fiz depois do meu check-out. No primeiro dia, fomos ao mar de fora, como chamamos o lado da ilha que dá para o oceano Atlântico, ou pra África. No segundo mergulho, como o mar estava bastante agitado, tivemos que ficar no mar de dentro, aquele que está virado para o continente, ou seja, para o Brasil. A água do mar de fora era verde, do mar de dentro, azul. Eu ainda estava bastante desengonçada com o meu equipamento, e nem sempre eu ia para onde queria ir. Mas no segundo dia, fui melhorando aos poucos, e com certeza peguei o gostinho pelo mergulho! Vi raias, tartarugas, tubarões, moreias, cardumes de peixes coloridos, peixes cofrinho e sargentinho... Entrei em uma mini-caverna e me achei o máximo por ter conseguido. Fui induzida a olhar um tubarão cara-a-cara dentro de um buraco e morri de medo. Mergulhar em Noronha é com certeza o melhor mergulho do Brasil.



No restante dos dias, caminhamos pelas praias do Cachorro, do Meio e da Conceição. Fizemos a trilha que vai da Baía dos Golfinhos até o Morro Dois Irmãos, passando pelos mirantes da Baía dos Porcos e da Praia do Sancho. Essa trilha é espetacular, totalmente sinalizada e feita de madeira sustentável. Vale a pena dar uma parada na Praia do Sancho no caminho, indiscutivelmente a praia mais bonita do Brasil. Para chegar lá, é preciso descer por uma escada de bombeiro, por dentro de uma fenda na pedra. Superei meu medo de altura e não me arrependi. Chegando lá, tive que ter um pouquinho mais de coragem pra entrar na água e conseguir passar as ondas enormes que estavam se formando até chegar no meio do mar, sem ondas e com a água mais macia que eu já mergulhei. Parece que você está mergulhando em uma piscina de água mineral... compensou todo o medo que passei antes!


Fomos nas praias de Sueste, o reduto das tartarugas, com água azul de morrer. Na Cacimba do Padre, habitat natural dos surfistas. Mas não conseguimos nem entrar na água, pois as ondas estavam realmente assustadoras. E na Praia do Leão, com uma ilha em frente com formato de leão-marinho. Chegamos às 8h da manhã, já com o sol a pino, e tivemos que esperar abrirem a porteira da estradinha que chega na praia. Quando conseguimos entrar, tínhamos a praia só pra nós. Mais um momento Mastercard.



Durante os passeios, você terá sempre a presença dos ilustres habitantes da ilha: o Mambuya, uma espécie de lagarto pequenininho, que irá comer o seu lanche se você der bobeira e deixar sua mochila aberta; e o Mocó, um roedor que a princípio parece uma ratazana, mas que depois de tanto encontrar com eles pelas trilhas, você se acostuma e já acha até bonitinho.

Você vai ouvir falar de muitos lugares para ver o por do sol em Noronha, sempre nas praias do mar de dentro. Cada um tem a sua preferência, nas Praias da Conceição, Cacimba do Padre ou no mirante do Forte de São Pedro. Nós escolhemos o Mirante do Boldró, e pudemos apreciar um espetáculo da natureza, com o sol se pondo entre os Morros 2 Irmãos. Visitamos também o Museu do Tubarão, super interessante e com uma lojinha bem legal, o único lugar onde se pode ter algum tipo de consumismo em Noronha.



Para sair à noite, a melhor balada é o Bar do Cachorro, que na entrada promete forró, restaurante e gente bonita. Lá, os nativos se misturam com turistas e gente famosa que aparece na ilha. A ideia é dançar com todos, sem preconceitos! Os locais são sempre os que sabem dançar melhor. Outro lugar legal pra ir à noite é na pizzaria ao lado da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, que também rola o “Samba depois da missa”, com som de ótima qualidade.

Para comer, o melhor restaurante que fui é o Xica da Silva, sempre recomendado em todos os guias. Fui também em um outro restaurante Du Mar, que fica ao lado do Projeto Tamar, onde comi uma moqueca de peixe deliciosa. E na frente dele, também comemos a melhor salada de camarão da minha vida em um restaurante simples e saudável, com atendimento especializado para moças bonitas e solteiras! E lembre-se sempre de levar água e lanche nas trilhas, pois a maioria delas não tem infra e você irá precisar de energia para aguentar a caminhada.

Outra dica importante é pagar a taxa de preservação pela Internet antes da viagem, para evitar as filas na saída do aeroporto (www.noronha.pe.gov.br). O valor fica em torno de R$ 50 por dia, e em uma viagem de 5 a 7 dias você gastará em torno de R$ 250. Além dessa taxa, Noronha cobra também desde 2012 uma nova taxa para entrada no Parque Nacional, no valor de R$ 65 para brasileiros, ou R$ 130 para estrangeiros. Você paga essa taxa diretamente na ilha (por exemplo, no Parque dos Flamboyants) e ganha uma carteirinha que deverá ser apresentada a cada entrada nas praias que fazem parte do parque. Mais informações no site: www.viajenaviagem.com/2012/11/noronha-para-onde-vai-a-nova-taxa.

Com todas essas taxas e preços da passagem de avião, gasolina, restaurantes e pousadas, Fernando de Noronha não é um lugar barato pra se visitar. Mas também pudera, a ilha está localizada a mais de 500 km do continente brasileiro, e só de pensar na logística para levar tudo pra lá, já dá pra entender algumas cifras. Vimos, por exemplo, um passageiro do nosso voo levando pacotes imensos de papel higiênico, o que ficou interessante quando a “encomenda” chegou na esteira do aeroporto. Ou ainda, pagamos R$ 8 por um picolé de frutas da Kibon na praia do Sancho...

Mas posso dizer que Noronha é daqueles investimentos que compensam, principalmente se você gosta de praias, natureza e simplicidade. Seja para surfar, mergulhar ou caminhar, a ilha possui diversas opções de turismo. Internet e celular lá são artigos de luxo, portanto você vai poder se desligar e relaxar por alguns dias. E até hoje, nunca vi ninguém que foi a Noronha sem querer ir de novo! 


sábado, 9 de junho de 2012

Check list de Viagem


De tanto viajar e ler revistas sobre viagem, resolvi reunir aqui algumas dicas para usarmos como check list e não esquecermos mais nada nas próximas viagens.

  • Consulte sempre quem já foi para o lugar, seja um conhecido ou um blog de viagens, pois eles poderão te dar várias dicas que você não lê nas revistas, como por exemplo qual a melhor sequencia de cidades, quantos dias ficar em cada uma delas, quais pontos turísticos visitar ou qual o melhor bairro para ficar. Mas lembre-se que opiniões sobre restaurantes e lojas são muito particulares, então reúna as informações e tire suas próprias conclusões! Além do mais, muitas pessoas vão querer ficar contando vantagem da viagem que fizeram, então tem que dar um desconto...

  • Leve sempre sua farmacinha particular, isto é, os remédios que você está acostumado a tomar: dor de cabeça, de estômago, de garganta, cólica, gripe, picada de inseto, anti-térmico, termômetro, band-aid... eu também tenho sempre em mãos algumas bisnaguinhas de soro fisiológico, lencinhos de papel e álcool gel, que servem para várias ocasiões.

  • Outra maravilha que descobri para as viagens são os lencinhos umedecidos: lencinhos íntimos, demaquilantes e removedores de esmalte, são uma maravilha! Não vazam na necessiare, são leves de carregar e não ocupam espaço na mala.

  • Lembre-se sempre de verificar quais vacinas são necessárias no país ou região aonde você vai, como febre amarela, que é necessária quando você viaja para o Peru, Venezuela e alguns países da África; meningite, que precisei tomar quando fui passar o carnaval em Salvador em meio a um surto da doença (que passa pela saliva, socorro!); ou Pólio, necessária para crianças. Aliás, mantenha sempre em dia sua carteirinha de vacinação, e para que a vacina seja válida no exterior é necessário um certificado internacional, emitido nos aeroportos. Confira mais informações em www.saude.gov.br.   

  • No quesito financeiro, caso você vá para pequenas cidades, praias ou ilhas do Brasil, verifique sempre se há caixas eletrônicos do seu banco disponíveis. Como eu geralmente me esqueço dessa parte, já passei por diversos apuros em Bombinhas e Ilha Grande.

  • Quando viajar para o exterior, leve sempre uma parte em dinheiro (na moeda local do país que você vai, ou pelo menos em dólar caso o país seja dólar friendly), já que as casas de câmbio no desembarque costumam ser bem caras. Veja se você consegue algumas notas trocadas, que serão úteis para pegar um taxi ou um metrô no aeroporto, comer um lanchinho, etc.

  • Tenha sempre também um cartão de crédito internacional para usar em casos de emergência, mas não se esqueça de ligar para o banco antes da viagem para desbloquear o uso nos países que você irá visitar. Desde 2011, as taxas de IOF do cartão de crédito passaram para 6,38%, então pense bem antes de gastar com o cartão.

  • Uma ótima opção para viajar para o exterior sem ter que levar todo o dinheiro em moeda é utilizar o cartão pré-pago, cuja taxa de IOF é de 0,38%. A vantagem é que você paga a taxa de câmbio do dia da carga no cartão e não fica dependendo da estabilidade da economia. Entretanto, o valor do dólar pago no cartão pré-pago é maior que o dólar pago no cartão de crédito. Então vale a pena pesquisar qual vale mais a pena na época da viagem.

  • Usei o Visa Travel Money na Europa e achei ótimo, principalmente porque todas as minhas despesas foram pagas antes da viagem, e quando voltei já estava preparada para a próxima! A única desvantagem foi não saber o saldo que eu tinha restante. Você pode consultar o seu extrato no site, porém não é muito prático para quem está viajando e acabei sendo pega de surpresa quando meu dinheiro acabou antes do previsto. Você pode solicitar o seu cartão por telefone no Banco Rendimento (www.cotacao.com.br) e fazer toda a operação por telefone e internet. Eles entregam o cartão por motoboy e você não precisa nem sair de casa.

  • Tanto o cartão pré-pago quanto o de crédito podem ser utilizado para compras ou para saque, mas neste último caso geralmente tem uma cobrança de $2,50 de taxa. Mesmo que você tenha um cartão com chip, pode ser que você não precise digitar a senha quando usar o cartão no exterior. Só uma assinatura basta. Neste caso, se você perder o cartão pré-pago lá fora, o ladrão irá conseguir utilizar todo o seu saldo até que você bloqueie o seu cartão.

  • Outro cartão interessante em outros países é o pré-pago para fazer ligações internacionais, que costumam ser bem baratos. A não ser que você queira gastar muito dinheiro com roaming internacional sempre compensa!


  • Outros contatos importantes são os telefones dos consulados e embaixadas brasileiros no país que você irá visitar. Espero que você nunca precise usar, mas no caso de uma emergência é sempre bom ter em mãos!

  • Também na categoria “espero que você nunca precise usar”, está o seguro de viagem internacional, que inclui seguro de saúde e de extravio de bagagem. Você pode contratar através da sua agência de viagens preferida, ou diretamente pelo site das seguradoras, tais como a Mondial Assistance (www.mondialtravel.com.br), Travel Ace (www.travelace.com.br) ou World Plus (www.worldplus.com.br) que são bem famosas.  A Central de Intercâmbio (www.ci.com.br) ou a STB (www.stb.com.br) também oferecem diversas opções de seguros, bem como algumas seguradoras nacionais (Itaú Seguros, Sul América, etc.).

  • Verifique também se o seu cartão de crédito possui benefício de seguro saúde internacional. Geralmente você só poderá obter este benefício quando comprar a passagem com o cartão, portanto se você viajar de milhas esta não será uma opção. No cartão Visa Platinum, por exemplo, é só ligar para o 0800 891 3679 e avisar o destino e o período da viagem (com duração máxima de 60 dias) que eles já irão habilitar uma carta para impressão no próprio site. Depois é só entrar no site http://www.interpartner.com.br/VISAFORM/ e imprimir a carta, que deve ser levada na viagem e possui o 0800 que você liga em caso de acidente.

  • Alguns países, como por exemplo Itália, Espanha, Grécia, Portugal, Uruguai, Argentina e Chile, possuem um acordo internacional com o Brasil que oferece seguro saúde de graça para os brasileiros. Para conseguir, o solicitante deverá ser contribuinte do INSS. Mais informações no Ministério da Saúde em São Paulo: Av. 9 de Julho, 611 - sala 202 - Bela Vista . Tel: (11) 3291-8973 / 3291-8975 / 3291-8976 das 8h às 17h. E-mail: acordosp@saude.gov.br. Site: www.sna.saude.gov.br.

  • O Cartão Visa oferece também um seguro de acidentes caso você alugue um carro no país destino. Um bom site para alugar um carro no exterior é www.alugueldecarro.com.br, que possui várias empresas de locação.

  • Leve sempre em mãos o telefone e endereço de todos os hotéis ou casas de amigos que você vai visitar, da agência de turismo onde você comprou o pacote e companhias aéreas. Essas informações serão obrigatórias para a entrada no país, e frequentemente você terá que apresentá-las na imigração. Na maioria dos países, também é obrigatório você ter um seguro de saúde, por isso leve a carta do seguro junto com os demais documentos e endereços.

  • Para viajar ao exterior, leve sempre uma cópia do passaporte (de preferência autenticada) e um outro documento original (por ex. o RG) para você levar durante os passeios. Assim, enquanto você faz turismo, o passaporte original fica seguro no hotel, guardado dentro do cofre!

  • Para viajar com crianças menores de 18 anos sem a presença dos pais, é necessário levar uma autorização. Esta autorização é necessária pela outra parte mesmo que a criança esteja viajando somente com a mãe ou com o pai. Já vi vários casos de famílias (por exemplo, com pais separados) que não se atentam a esses detalhes e não conseguem nem passar pelo check-in! Nesse caso resta apenas trocar a data da viagem e aguardar o juizado de menores autorizar...

  • Quem já perdeu a mala alguma vez durante as conexões pelo mundo sabe como é difícil ficar um dia sem os seus pertences... Portanto, leve sempre uma muda de roupa e uma nécessaire com os itens imprescindíveis na mala de mão. Eles serão muito úteis caso sua mala demore mais para chegar ou caso você precise fazer algumas comprinhas no dia seguinte.

  • Outra dica para fazer a mala é sempre ter embalagens pequenas para os itens da nécessaire, como shampoo, condicionador, creme e perfume, pois estes são os itens que mais pesam na mala. Eu costumo guardar sempre aquelas embalagens encontradas nos hotéis para usar nas minhas próximas viagens com o meu shampoo de preferência.

  • Na mala, leve sempre um cadeado adicional e um adaptador de tomadas, pois no exterior nunca tem a mesma tomada brasileira! Eu comprei aqueles carregadores universais, que tem entrada e saída para qualquer tipo de tomada mundial. No aeroporto são bastante caros, mas os do camelô são encontrados pela metade do preço e funcionam da mesma forma.

  • Caso você leve seu celular, tenha também daqueles carregadores que são adaptados no computador através de uma entrada USB e possuem uma saída para cada tipo de celular.

  • Não se esqueça que tanto para viagens nacionais quanto internacionais os equipamentos devem ser bivolt (por exemplo, o seu secador).

  • Para as viagens de trem ou de avião, leve sempre o seu iPod abastecido com “músicas para viajar” e um livro leve e fino, que possa ser lido descontinuadamente e não precise de muita concentração (como crônicas, por exemplo). Eu costumo também ler o guia do próximo destino durante a viagem anterior, e fazer os planos para os próximos dias enquanto olho as paisagens pela janelinha.

  • E por último, mas não menos importante, esvazie o cartão de memória da sua câmera antes da viagem e leve um pen drive para poder descarregar (e ver!) as fotos parcialmente durante a viagem. Assim você pode tirar muitas fotos e não fica preocupado em acabar a memória no meio da viagem!

Aproveite muuuiiiiito, e siga os 10 Mandamentos do viajante:

  1. Não se acomodar o resto da vida no seu sofá de casa.
  2. Vivenciar culturas diferentes.
  3. Promover seu próprio país em contatos internacionais.
  4. Romper paradigmas de viagem, despertando a percepção, o conhecimento e a criatividade.
  5. Integrar-se com cidadãos das mais diversas nacionalidades, sem qualquer tipo de discriminação.
  6. Conscientizar-se dos problemas mundiais e da preservação de recursos naturais, e fazer a sua parte em prol de um mundo melhor.
  7. Retornar e incentivar que amigos, amigos de amigos e amigos de amigos de amigos também viajem.
  8. Manter o bom humor – antes, durante e depois das viagens.
  9. Buscar a comunicação com cidadãos de todo o planeta, sem ter medo de falar inglês sem falar inglês, de dançar e fazer mímica no meio de um restaurante ou de pagar mico em frente a qualquer estrangeiro de olhar “este cara é um insano”.
  10. Voltar – e já planejar a próxima viagem.



Blogs e Sites interessantes com dicas de viagem:

Punta Espetacular!

Punta del Este é uma cidade para todos: playboys, mochileiros, hippies e chiques. Cidade pra quem quer curtir praia, pra quem quer ir pra balada ou simplesmente andar pelas lojas e almoçar em ótimos restaurantes. Punta fica a 120 km de Montevidéu, e você poderá chegar em 1h desde o aeroporto de Montevideo.

A cidade é bem diferente na temporada, que começa em meados de dezembro e vai até o carnaval, e no resto do ano. Durante este longo e tenebroso período, somente arquitetos e engenheiros civis circulam pela cidade, com o objetivo de terminar os incontáveis empreendimentos imobiliários que existem na cidade. Todos dizem que há 10 anos Punta praticamente não existia. Nesta época, apenas gaúchos e argentinos conheciam esta península, que se tornou a casa de veraneio pra quem não tinha praias bonitas e acessíveis. Hoje, mais parece que você ainda não cruzou a fronteira, pois por onde quer que você vá, o idioma local é o Português. Argentinos ainda constituem a segunda maior nacionalidade, e uruguaios disputam com outros gringos o terceiro lugar em nacionalidade. Portanto, se você está pensando em ir para outro país para não ter que encontrar com brasileiros, desista. Você vai escutar mais português do que se estivesse em Florianópolis!

Conheci Punta em dois momentos distintos. Da primeira vez, viajei no início de Dezembro, quando a cidade ainda estava bem vazia e por conta da eleição presidencial que ocorreria justo no final de semana em que eu estava lá, não tinha tanta coisa assim pra fazer a noite.  Mesmo assim, Punta vale a pena em qualquer ocasião.

As praias são lindas, mas não espere encontrar um paraíso como as praias brasileiras. Em algumas praias a areia é tão grossa que você não conseguirá fazer caminhadas, e pra quem não suporta água gelada como eu, nem irá conseguir entrar no mar... a água é tão gelada que mais parece uma sopa de água viva, e muitas vezes você terá que se enrolar na canga pra se proteger do vento.



Desanimou? Pois agora é que vem a melhor parte... Dentre as melhores praias, destaco a Bikini, que fica em La Barra, a 18 km do centro de Punta. A praia só começa a lotar a partir das 14h, e às 17h um DJ inicia a balada. Nunca irei esquecer a trilha sonora de Punta! Todos dançam pra espantar o frio, e a paquera rola solta até o por do sol, que acontece lá pelas 21h. Depois deste horário, vá até a rua principal e escolha um entre os diversos restaurantes para jantar antes de voltar para o hotel.
Caso você prefira uma praia mais tranquila, vá a Jose Ignacio, um pouco mais adiante. Lá o público é mais frequentado por famílias, a areia é fina e branca e você tem a infraestrutura dos ótimos restaurantes, como o famoso La Huella. Aliás, esta praia é bem famosa pelo visual rústico chic e pelos excelentes restaurantes escondidos.   



Para poder passar um dia em cada praia, o melhor mesmo é alugar um carro. Mas não se esqueça de fazer a reserva bem antes, pois no verão as locadoras ficam lotadas e é impossível encontrar um veículo por menos de 200 dólares a diária! E o mais legal de conhecer estas praias é que para chegar lá você terá que passar na famosa ponte ondulada, que irá te proporcionar 2 frios na barriga cada vez que você passar por ela. Prefira sempre com emoção! Como a cidade fica muito cheia no verão, prefira não voltar para o centro no horário do rush (ou seja, às 20h), pois o transito é bem complicado! Outra atração da vigem é passar pelos bairros chiques, onde você ficará morrendo de vontade de comprar uma das casas ou apartamentos construídos com vista para o mar... ah, como eu queria ser rica!


Caso você não tenha tempo para ir até lá, as praias Brava e Mansa, também são bem gostosas e ficam na península, bem perto do centro de Punta. De lá, você poderá ver uma praia de cada lado, o que te dá a impressão de estar em uma ilha. A Playa Mansa, como o próprio nome diz, possui águas calmas, pois é banhada pelo rio, enquanto na Playa Brava o mar é mais agitado, já que fica em mar aberto. É lá que fica a famosa e interessante escultura com uma mão enterrada na areia. Da primeira vez que vi, me disseram que era a escultura dos afogados, o que tirou a elegância da arte. Por sorte, fui a Punta de novo e me explicaram o real significado da obra: “a presença do homem surgindo na natureza”. Ufa!



Em todas estas praias, você poderá alugar cadeiras e guarda-sóis por uma “pechincha” de R$ 20 cada... e se quiser uma espreguiçadeira, terá que desembolsar R$ 50 por pessoa! Aliás, Punta del Este é uma cidade bem cara: além dos aluguéis de carro e cadeiras, os hotéis também são caríssimos durante a temporada, e mesmo pagando caro costumam ser bem simples e antigos. Na balada geralmente você não terá que pagar pra entrar (a não ser que vá a alguma festa), mas uma cerveja custa R$ 15 e uma água R$ 8.

Apesar das praias, a balada é o quesito que mais atrai turistas a Punta del Este. Os lugares mais famosos da península são o pub Moby Dick e a discoteca Soho, que ficam na frente do porto, um do lado do outro. Eu sou suspeita pra dizer, mas o Moby Dick é o meu favorito! Gosto do clima do pub, das pessoas que frequentam e da música muito bem tocada pelas bandas de rock locais. Para sair, leve sempre uma jaqueta e não use saltos muito altos, pois à noite faz muito frio e você provavelmente irá voltar pro hotel caminhando. É super seguro andar sozinha pelas ruas de madrugada, por isso não tenha medo. O máximo que irá te acontecer é levar uma cantada de algum argentino ou brasileiro.

Para poder se dar a esse luxo, prefira ficar nos hotéis da península, assim você vai e volta da balada sem precisar dirigir (no Uruguai há bastante policiamento, portanto nem pense em beber e dirigir), pode jantar nos restaurantes do centro e ainda dar tempo de tomar um sorvetinho no Freddo depois. Punta também tem vários cafés super fofos, você pode variar e ir em um diferente por dia. Coma também o churros do Manolo por mim, pois eu acabei indo embora sem provar essa delícia. Outro passeio obrigatório é andar pelas lojinhas. Na Calle Gorlero (ou Calle 22) está concentrado o comércio mais popular, como as lojinhas de artesanato. Já na Calle Remanso (ou Calle 20) encontram-se as lojas de grifes e outras mais acessíveis como a OMM, que cada vez que eu entrava saía com mais uma sacolinha.

Para conhecer bem Punta del Este, sugiro ficar uma semana curtindo as praias, restaurantes e baladas que a cidade oferece. Mas você precisará se adaptar ao “fuso horário” da cidade. Não, não existe diferença oficial no fuso horário de Punta e de Brasília, mas você terá que se acostumar a ir à praia depois das 2 da tarde, jantar às 10 e ir pra balada das 2 às 6 da manhã, depois de uma siesta pra agüentar o pique. No início parece estranho, mas depois de uma semana você estará totalmente adaptado e seguramente sofrerá jet lag quando voltar à vida real!


Se você ficar cansado de praias e baladas e quiser conhecer algum, digamos, ponto turístico, não deixe de ir à Casapueblo, que fica em Punta Ballena. A casa branca com ares de mediterrânea construída no morro pelo artista Carlos Villaró funciona como galeria, hotel e mirante para ver o pôr do sol. Tenho certeza de que você nunca irá experimentar um pôr do sol tão inusitado quanto esse. Enquanto o sol se põe no mar, uma gravação com a voz do escritor declama um poema escrito por ele mesmo em homenagem a este espetáculo da natureza. O mais incrível é que o poema termina quando o ultimo raio de sol se esconde dentro da água... é pra se emocionar mesmo! Mais detalhes no site http://marasenna.blogspot.com/2009/05/ceremonia-del-sol-carlos-paez-vilaro.html, onde você poderá ler o poema na íntegra.



Outros lugares bacanas para se ver o pôr do sol são na própria areia da Playa Mansa, que é voltada para o Oeste, e na ponta da península, depois do Porto. Escolhemos a festa Sunset La Fiesta, que é em cima de um restaurante na orla do Porto. Visual espetacular, pôr do sol rolando, gente bonita, champagne e galera animada... tudo isso fez da festa um sucesso absoluto! Na semana do Ano Novo sempre há várias festas, e se você tiver dinheiro e pique suficientes, pode escolher uma por dia! No Reveillon há desde festas caríssimas, ceias em restaurantes até festas alternativas na areia da praia ou em danceterias menores. Nesse dia, também acabamos indo na La Fiesta, que fica no Hotel Serena, Playa Mansa. Organizada por brasileiros, dá direito a comida e bebida de primeira, DJ excelente, daqueles que você dança a noite inteira de verdade, fogos de artifício na areia com vista para algum transatlântico que deve estar de passagem por lá (quem quiser pode até pular as 7 ondinhas, mas eu não fiz questão de pisar naquela água gelada em plena virada), e até dançarinos e malabaristas a la Cirque du Soleil animando a balada! Com toda essa pompa, claro que o ingresso é bem salgado: você irá pagar no mínimo 500 dólares por uma festa como essa. No blog da Betina (temavercomigo.com/category/viagem/punta) encontrei muitas dicas de restaurantes, festas, e baladas de Punta, e também daquelas coisas imperdíveis que só os locais conhecem!



Depois uma semana em Punta, reserve a última noite (você vai estar exausta mesmo!) para ir ao Hotel Conrad e dar uma voltinha pelo Cassino. Quem sabe você não ganha uns trocados pra compensar tudo o que gastou por lá?

Mais informações sobre Punta em www.puntaweb.com.uy e no Blog do Ricardo Freire: www.viajenaviagem.com/2011/12/no-ar-desempacotando-o-reveillon-america-do-sul. Buen Viaje! 




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Buenos Aires Diferente

Buenos Aires é a cidade no exterior mais visitada pelos brasileiros. Apesar de sermos eternos rivais dos nossos “hermanos”, a cidade é o destino preferido pra quem quer dar uma esticadinha em um feriado ou sair do Brasil pela primeira vez, seja pela proximidade, pelo idioma ou pelo preço.

Já fui a Buenos Aires duas vezes e achei a cidade simplesmente linda. A arquitetura é antiga, há passeios diversificados, bons restaurantes e ótimas opções de compras. É uma cidade bastante segura, e provavelmente você nunca irá ser abordado com uma arma, mas mesmo assim fique de olho nos pertences, pois os “batedores de carteira” são bastante rápidos e você só irá perceber que ficou sem sua carteira quando precisar usá-la.


Além disso, Buenos Aires está bem barata para os brasileiros. O peso vale em média R$0,50 e o preço das roupas, cosméticos ou restaurantes é aproximadamente o mesmo, fazendo com que tudo custe a metade do preço do Brasil após a conversão. Os meios de transporte também são muito baratos, o bilhete de ônibus ou metrô custa aproximadamente R$1 e com R$20 você consegue cruzar a cidade de taxi.

O roteiro turístico típico inclui a Casa Rosada, sede do Poder Executivo Argentino, e a Catedral Metropolitana, que se encontram na Plaza de Mayo; o Caminito, uma rua colorida e cheia de turistas no bairro La Boca, onde vários insistentes irão te oferecer para almoçar em um dos restaurantes e assistir a um show de tango no meio da rua; e o Obelisco, que fica na Avenida 9 da Julio, e que os argentinos dizem ser a avenida mais larga do mundo!

Caso queira fugir um pouco dos turistas e não precisar entrar em um ônibus com visita guiada, a opção é fazer este passeio de bicicleta. Escolhi o passeio Buenos Aires Diferente da Bike Tours (www.biketours.com.ar) e simplesmente adorei! A cidade é plana e eles possuem roteiros bem legais em diversos idiomas. Cheguei até a ser entrevistada para uma rádio local durante o passeio e falei ao vivo, em espanhol.

Além do roteiro turístico, há também vários bairros que devem ser visitados: na Recoleta, há o famoso Cemitério da Recoleta, uma obra de arquitetura ao ar livre onde está enterrada Evita Perón. Seu túmulo não é um dos mais bonitos, mas o cemitério é uma verdadeira cidade, com cada túmulo representando a casa de uma das famílias ali enterradas, além de centenas de gatos passeando pelas ruas. Se não fossem alguns caixões mantidos acima do solo, digamos, na varanda das casas, você nem se lembra que está em um cemitério.

Na Calle Alvear encontram-se os maravilhosos edifícios e mansões antigas onde funcionam os consulados de diversos países (incluindo o do Brasil, que é um dos prédios mais bonitos!), lojas de grifes ou hotéis boutique. Aproveite para comer uma deliciosa empanada no San Juanino (www.elsanjuanino.com) e, de sobremesa, tomar um sorvete na sorveteria Freddo. Nos finais de semana, funciona também uma feirinha de artesanato na Plaza Intendente Alvear, que fica em frente ao Buenos Aires Design, um shopping de decorações a la D&D.

Outro bairro interessante é Palermo, perfeito para uma caminhada, com uma praça e um monumento em cada esquina e cheio de parques e áreas verdes: o Jardim Botânico, Jardim Japonês e Jardim Zoológico ficam neste bairro, e são passeios bem gostosos pra se fazer em uma manhã ensolarada. Em Palermo também está o Malba, o Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (www.malba.org.ar), que é uma ótima opção para quem deseja conhecer um dos vários museus da cidade.

Puerto Madero também é passeio obrigatório em Buenos Aires. Muitos restaurantes enfileiram-se ao longo dos diques, além de um cassino instalado num navio ancorado no porto (a lei argentina proíbe os cassinos na terra, mas não no mar!), em que você nem irá perceber que não está em terra firme. Aproveite para jantar um dia no Cabaña Las Lilas (www.laslilas.com), um restaurante com carnes e vinhos maravilhosos da mesma rede do Rubayat, onde você poderá provar um legítimo bife de chorizo. É em Puerto Madero que fica a Ponte de la Mujer, uma ponte modernista que liga Puerto Madero a um novo bairro residencial cheio de novos prédios em construção, através do Rio de la Plata. Use a imaginação e tente enxergar um casal dançando tango, que é o significado desta maravilhosa e única ponte.

Se você é louco por futebol como os porteños, pode fazer uma visita guiada na Bombonera, o estádio do Boca Juniors em formato de caixa de bombom, que fica no bairro La Boca. Se você tiver sorte, pode até assistir a um “partido” contra o arqui-inimigo River Plate, para sentir na pele o fanatismo dos argentinos pelo esporte. Dizem que as arquibancadas são tão íngremes que dá até vertigem, mas em compensação você irá assistir ao jogo bem de perto! Entretanto, o estádio é bastante afastado do centro e a região não é muito legal para andar pelas ruas, então tome cuidado para chegar lá.

Agora, se você gosta mesmo é de uma feirinha, aproveite uma manhã de domingo e conheça o antigo bairro de San Telmo, quando funciona uma enorme feira de antiguidades pelas ruas. Almoce no restaurante Don Ernesto e deixe seu autógrafo na parede, em meio ao de milhares de pessoas que já passaram por lá (se você conseguir encontrar minha assinatura e tirar uma foto ganhará uma garrafa de vinho!).

Na Avenida 9 de Julio também funciona o centenário Teatro Colón, famoso por sua arquitetura em estilo barroco. Aproveite para fazer uma visita guiada neste teatro que foi completamente reformado recentemente, ou ainda para assistir a uma ópera durante a temporada. Outra arquitetura impressionante é a Livraria El Ateneo, montada em um antigo teatro e onde os livros são só um pretexto. Reserve um dia para tomar um café no antigo palco enquanto aprecia os balcões iluminados e as pinturas no teto.

Outro passeio centenário é o famoso Café Tortoni, que você pode visitar tanto para um café da tarde ou para assistir a um tango à noite. Entre uma bocada e outra de medialuna (o típico croissant argentino em formato de meia-lua), você poderá observar os vitrais e colunas deste antigo edifício. Mas prepare-se, pois em alguns horários a fila é tão grande que você sentirá que não saiu de São Paulo...

Para quem quer assistir a um show de tango, prefira um show típico ao invés de um show para turistas. Fui no Sabor a Tango e simplesmente odiei, eu queria ver dança e a maioria do show era somente canto (incluindo a manjada “Don’t cry for me Argentina” apresentada de um balcão). Quase dormimos. Além disso, estes shows geralmente são caros, pois são acompanhados por um jantar (há também opções sem jantar). Neste caso, tanto o jantar quanto o vinho eram horríveis, e nossa vontade era de ir embora antes de acabar o show. Uma casa de espetáculos da qual eu já recebi algumas indicações foi a Señor Tango, que custa no mínimo 50 dólares e lembra um espetáculo da Broadway. Há também algumas escolas que oferecem aulas de tango, o que pode ser bastante interessante pra quem quer arriscar alguns passinhos novos.

Buenos Aires também é uma ótima opção para fazer compras de roupas de grife, perfumes, cosméticos, roupas e bolsas de couro. Além de ser mais barato que no Brasil, a cidade possui vários outlets a céu aberto, como a Calle Córdoba e a Calle Florida. Não se esqueça de pedir nas lojas o formulário do IVA para cada compra de artigos nacionais realizada, e chegue com antecedência no aeroporto na hora da volta para ficar na fila de brasileiros que solicitam o reembolso.

É obrigatório andar pela Calle Florida, onde há uma loja ao lado da outra, muitos camelôs vendendo lenços baratérrimos sobre suas cangas estendidas no chão, e ainda as Galerias Pacífico, um shopping que funciona em um edifício antigo que mais parece um museu de lojas de grifes em meio aos afrescos do teto. Minhas lojas preferidas desta região são a Prüne, de bolsas de couro e sintético, Ver, com roupas femininas baratinhas, e Portsaid, também de roupas femininas maravilhosas, mas não tão baratinhas assim. Para bijuterias e acessórios, fiquei louca na Isadora. E aproveitei também para comprar algumas caixas de alfajor para presentear os amigos no Brasil, na conhecida Havanna, ou na Abuela Goye, ambas igualmente deliciosas. Para variar um pouco do cardápio carnívoro, há vários restaurantes diferentes, como o Kansas, que fica dentro do Hipódromo de Buenos Aires, ou o Soberbia.

Para quem curte ficar em albergue, indico o Hostel Milhouse, que tem duas unidades bem localizadas perto da Av. 9 de Julio, e possui acomodações limpas e bem estruturadas. Fiquei em um quarto duplo, que, se não fosse pelos bicho-grilos encontrados no café da manhã, e pela ausência de uma TV e um frigobar no quarto, não deixa nada a desejar para um hotel. Além disso, para quem quer diversão, esta é uma ótima opção para conhecer gente nova. Todo dia há uma opção de lazer organizada pelo hostel, seja uma balada na Pachá, um show de tango ou um jogo de futebol na Bombonera.

E se você já tiver visto tudo isso, e ainda quiser conhecer algum lugar diferente, embarque no Tren de la Costa até os arredores da cidade e faça um passeio de barco pelo Rio Tigre, que mais parece um labirinto de ilhas com casas de veraneio.

Quando quer que você vá a Buenos Aires, confira as dicas da cidade no site www.ohbuenosaires.com. Y tengan todos un buen viaje!

domingo, 27 de novembro de 2011

Bariloche além do esqui

Todos os roteiros de Bariloche incluem uma semana de aulas de esqui, aluguel de roupas e equipamentos para quem curte – e quem quer se iniciar – neste esporte de inverno. Porém, para uma pessoa como eu, que não gosta de passar frio e nem de levar tombos, ao invés de conhecer este famoso destino, preferi optar por um roteiro bem diferente para conhecer a cidade e troquei o esqui por bicicleta, barco, cavalo, quadriciclo e moto de neve.

Como viajei sozinha, preferi ficar no Bariloche Hostel (www.barilochehostel.com.ar), onde conheci adoráveis argentinos e israelenses que se tornaram meus melhores amigos por uma semana. Com eles compartilhei alguns passeios, o café da manhã e a balada nossa de cada dia, o Wilkenny pub.

No primeiro dia, conheci o centrinho, repleto de lojas caras e com algumas particularidades como o Centro Cívico e a Catedral. No período da tarde, fiz um passeio de van com vários outros brasileiros, guiados por um engraçadíssimo guia. Depois, subi de teleférico (uma cadeirinha em quem você fica com as pernas penduradas) ate o Cerro Campanario, de onde se tem uma vista maravilhosa da região e do lago Nahuel Huapi. Mais tarde, fui também ao Cerro Otto, bem mais alto e ainda com neve em pleno mês de setembro, A montanha é acessível por um teleférico fechado que dá bastante medo, e lá no alto há um interessante restaurante giratório.

No segundo dia, fiz um passeio de bicicleta pelo Circuito Chico, uma rota de 30 km de subidas e descidas que você percorre em 6h e chega sem fôlego (e sem pernas) no final. Mas o passeio é lindo, com direito a vistas panorâmicas, lagos que refletem as montanhas como espelhos e fotos em companhia de um São Bernardo. Fazer este passeio de bicicleta faz toda a diferença!

Outro passeio que fiz foi ir de barco até a Isla Victoria e o Bosque dos Arrayanes (www.turistur.com.ar). Neste caso não recomendo ir sozinho, pois o passeio é freqüentado principalmente por casais, idosos e crianças, sem qualquer tipo de interação. A Isla Victoria não tem absolutamente nada, mas os Arrayanes são uma interessante vegetação, que os argentinos dizem ser a inspiração do Walt Disney para o filme do Bambi.

Visitei também o Cerro Catedral, o maior e mais importante centro de esqui de Bariloche. Há dezenas de opções de subida, porem escolhi ir até o Lynch, que me indicaram como a vista mais espetacular da montanha. Lá de cima, milhares de esquiadores equipados parecem formiguinhas deslizando sobre a neve branca, e mesmo sem estar esquiando, precisei alugar uma roupa específica para a neve, pois o frio é congelante.

Além de subir em mais alguns teleféricos, fiz também o passeio de moto de neve pelo Cerro Catedral (www.lacuevacatedral.com). Para chegar até a neve, primeiro você vai de quadriciclo pela base da montanha e depois troca para este outro veículo que nada mais é do que uma moto com um par de esquis no lugar das duas rodas. Adorei a sensação de dirigi-la, mas também de andar bem mais rápido na garupa do guia.

Um dos passeios mais interessantes de Bariloche é conhecer o Cerro Tronador, uma montanha que leva esse nome pois os movimentos da neve fazem um barulho igual ao de um trovão em dia de tempestade. É impressionante, e mesmo assim difícil de compreender que não se trata realmente de um trovão. O lugar onde paramos para escutar esta maravilha da natureza era de uma paz indescritível e se tornou meu novo santuário. O passeio inclui também uma caminhada por cachoeiras, caminhos de neve e termina no Glaciar Negro, uma mistura de neve com minerais que formam blocos de gelo negros, que mais parecem pedras em meio ao branco predominante.

Por fim, meu ultimo dia em Bariloche incluiu um delicioso passeio a cavalo pela região, em meio a lagos e bosques sem neve. No final, um maravilhoso almoço regado a vinho completou o clima mágico do passeio, com companhia agradável e direito a novos amigos.

Falando em comida, algumas dicas que tenho de restaurantes são o El Boliche de Alberto (www.elbolichedealberto.com), Tarquino (www.restaurantetarquino.com.ar) e Don Molina, todos com ótimas opções de carnes, entre outras culinárias típicas.

Depois de tudo isso, era hora de ir embora. Consegui conhecer muita coisa em Bariloche, mas não me incomodaria em visitar este paraíso novamente para repetir os melhores momentos. Para conhecer mais sobre Bariloche, visite o site www.vamosparabariloche.com.br.